Tribuna Livre: Verm aí o 11º Congresso dos Empregados da Celesc

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Por Jair Maurino Fonseca, ex-representante dos empregados no Conselho de Administração da Celesc e dirigente sindical do Sindinorte

Em maio, os trabalhadores da Celesc terão uma oportunidade singular: debater e construir alternativas de gestão na busca de uma Celesc Pública cada vez mais forte. Oportunizar a participação dos empregados na administração da empresa é o mote dos Congressos dos Empregados da Celesc que, em sua 11ª edição, completa 25 anos.

A Celesc, hoje, é outra daquela onde começamos esta jornada. Em 1997, no auge das privatizações no setor elétrico, nossa caminhada era a construção de um projeto para uma empresa pública. Debatíamos o nosso papel, enquanto celesquianos, na busca por influenciar os rumos da empresa e consolidar nossos espaços representativos.

Hoje, após tantos anos de debates e mobilizações, nossas representações estão consolidadas. Todos na Celesc, independentemente do tempo de casa, sabem da importância do representante dos empregados no Conselho de Administração e do papel fundamental dos sindicatos da Intercel na luta pela manutenção da Celesc Pública. E agora, diante de uma renovação de quadros muito grande, retomaremos nossa principal ferramenta de gestão participativa na empresa, com um amplo debate no 11º Congresso dos Empregados da Celesc, que será realizado em Joinville.

O cenário hoje é outro daquele longínquo 1997. Mas há semelhanças que espreitam nas ameaças. Treze anos atrás, eu tive o privilégio de promover, em Joinville, o 9º Congresso dos Empregados da Celesc, em um momento de transição como o que temos hoje. Recém eleito para substituir o companheiro Arno Cugnier na vaga de representante dos empregados no Conselho de Administração, acompanhei os trabalhadores debaterem a regulação do setor elétrico, as ameaças privatistas e deliberarem por uma pauta de atuação para o Conselheiro.

O Congresso volta à Joinville em meio à transição. Atual representante dos empregados, Leandro Nunes já não mais o será em 26 de maio, quando se inicia o Congresso.

Eleito em janeiro pelos empregados, Paulo Horn contará com a experiência de 10 anos de sindicato, mas de apenas uma reunião do Conselho, uma vez que deve tomar posse apenas após a Assembleia Geral de Acionistas da Celesc, em 29 de abril.

É na transição que os inimigos da Celesc Pública atacam. Logo após o 9º Congresso, em minha segunda reunião como representante dos empregados, os acionistas minoritários, capitaneados pela PREVI (e com anuência do Governador do Estado da época), tentaram o golpe do novo mercado, que privatizaria a Celesc por dentro do Conselho de Administração.

Foi a estrutura de atuação conjunta entre os sindicatos da Intercel, os trabalhadores e a nossa representação no Conselho de Administração que impediu o golpe. É essa estrutura que deu sustentação ao mandato de Leandro Nunes e que deve ser mantida para Paulo Horn. E essa estrutura, que busca aproximar os celesquianos das instâncias decisórias da empresa e fortalecer nossa luta pela manutenção da Celesc Pública é o tema do debate dos congressos.

Gestão participativa é, no fundo, um outro nome para companheirismo. Nos dias 26, 27 e 28 de maio, vamos estreitar os laços de união e, juntos, debater o futuro da Celesc Pública. Vem aí o 11º Congresso dos Empregados da Celesc. Participe!

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