CNE faz alerta sobre o futuro do setor elétrico

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Em Boletim, Coletivo Nacional dos Eletricitários discorre sobre o que esperar do presidente eleito

Em boletim publicado nesta quarta-feira (7), o Coletivo nacional dos eletricitários fez uma análise do cenário político para os trabalhadores do setor elétrico. Abaixo, reproduzimos o texto do Coletivo:

“O CNE e sindicatos alertaram para os riscos da eleição de candidatos que defendessem as ideias neoliberais de estado mínimo e, portanto, a privatização de estatais, o que está claro no plano de governo e nas declarações de Bolsonaro, embora tenha jogado cortina de fumaça em muitos temas, agindo com dubiedades e imprecisões.

No caso da Eletrobras, o candidato chegou a dizer que queria manter o ‘‘miolo’’ da geração de energia sob controle do Estado, mas nunca ficou claro o que seria o ‘‘miolo’’ e a que tipo de controle se referia. Há também de se considerar que Bolsonaro jamais escondeu que não entendia nada de economia, mas Paulo Guedes é que definiria os ‘‘rumos’’. Ora, quem conhece Paulo Guedes (basta ouvir uma entrevista dele), conhece sua sanha privatista. Dessa forma, não há porque acreditar que a Eletrobras está fora de perigo.

Como agravante, assistimos nos últimos dias o presidente eleito lançar vários balões de ensaio e voltar atrás, como, por exemplo, na indicação, para o cargo de ministro, de um ex-parlamentar que foi condenado em segunda instância e vem cumprindo a pena em regime semiaberto. Tão logo foi publicado, Bolsonaro voltou atrás e negou a indicação. Isso demonstra a necessidade de mantermos uma forte mobilização dentro do Congresso, continuando também o trabalho de denúncia e esclarecimento da população sobre os malefícios da privatização, cujo principal resultado é o aumento da tarifa, como aconteceu recentemente em Roraima, que teve a tarifa aumentada em mais de 38% tão logo assinou o seu contrato de nova concessão.

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