Dieese organiza curso sobre a ascensão do fascismo no Brasil

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Trabalhadores debatem em seminário do Dieese o que é fascismo e como enfrentá-lo

O Departamento Intersindical da Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) promoveu nesta terça-feira, dia 6, na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos em Guaramirim, o Seminário “O Fascismo no Brasil e como enfrentá-lo”. O tema do Seminário decorre do momento político nacional peculiar vivido no país, onde as manifestações políticas são as mais inusitadas possíveis, sem que haja debate na sociedade e nem no movimento sindical.

“Uma delas é o crescimento de um forte pensamento de extrema direita, fascistóide e protofascista”, explica José Álvaro, “e precisamos enfrentar isso no campo das ideias, conhecer o fenômeno, como foi na Itália, na Alemanha e no Brasil”. O economista lembra que o fascismo não é um fenômeno novo no País: “A própria ditadura militar, em 1964, teve características fascistas muito fortes”, resgata, citando ainda os Integralistas, colocados na ilegalidade em 1937, quando Getúlio Vargas deu o golpe do Estado Novo, e que era o maior partido da burguesia nacional.

Um dos grandes problemas dos brasileiros, que explica o momento que vivemos, é o desconhecimento de História, adverte o economista do Dieese, prevendo muitas dificuldades nos próximos anos: “O fenômeno Bolsonaro é filha dileta do golpe de 2016 que, por um lado, retira direitos dos trabalhadores e, por outro, mete a mão nas riquezas naturais, como o petróleo, e nas riquezas construídas, como as grandes estatais”.

Não por acaso, prossegue José Álvaro, “o ministro do Bolsonaro (Paulo Guedes) diz que vai privatizar tudo, então, temos aí o aprofundamento do golpe, um novo ciclo, comandado pela principal força imperialista do mundo, os Estados Unidos”. E finaliza: “Se deixarmos, eles entregam o Aqüífero Guarani, parte da Amazônia, perderemos tudo, uma situação muito difícil”.

No campo das ações, o seminário formulou que a única coisa que o movimento sindical não pode fazer é baixar a cabeça. Tem que reagir com força: fortalecer o diálogo com as bases, participar cada vez mais de movimentos sociais, das atividades do bairro, da escola e tentar repassar os conhecimentos adquiridos sobre o assunto. Foi sugerida também a realização de uma oficina de nivelamento sobre o tema, que possa ser replicada no estado.

Os participantes concluíram também que é necessário trabalhar em conjunto com todas as categorias, incluindo todas as centrais sindicais que estejam interessadas em resgatar os direitos trabalhistas e a democracia. Destaque para a parceria luxuosa com o do movimento sindical local na infra, alimentação, convocação e participação ativa no seminário.

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