Celesc: EDPARISOTTO

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Acionistas minoritários assinam acordo para privatização da Celesc

No último ano a EDP mudou a rota de suas manifestações públicas, sendo uma agressiva (e mentirosa) defensora da privatização da Celesc. A cartilha de plantar notícias na mídia catarinense, com declarações falsas de que a venda da estatal geraria uma redução da tarifa de energia e melhoria da qualidade do serviço prestado, era conhecida dos celesquianos há tempos. Ela foi escrita por Lírio Parisoto, especulador e acionista da Celesc que durante muito tempo foi o rosto da privatização da empresa.

Parisoto sumiu dos noticiários financeiros, com as denúncias de agressão física à sua companheira o levando para as páginas policiais e programas de fofoca. Entretanto, mesmo às escondidas, Parisoto especulava no mercado na busca pela sua obsessão: privatizar a Celesc.

Encontrou na EDP o parceiro estratégico que precisava. No final de 2021, a EDP Brasil e a Geração L. Par assinaram seu próprio acordo de acionistas da Celesc. Em poucas cláusulas, definem o objetivo: aumentar seus lucros e vender a Celesc.

O acordo diz que ambos irão atuar de forma conjunta para que o percentual de distribuição dos lucros aos acionistas seja aumentado. Dessa forma, buscam aumentar seus ganhos, diminuindo o percentual de reinvestimento do lucro no sistema elétrico.

A busca por aumentar os lucros em detrimento do bom atendimento prestado à sociedade sempre foi marca dos minoritários. Mas a grande atuação conjunta que EDP e Parisotto se propõem é outra: a privatização da Celesc.

O acordo de acionistas diz, ainda, que os minoritários atuarão em conjunto para melhorar a governança corporativa da Celesc. Um golpe que já foi tentado na Celesc, com a digital de Parisotto.

NOVO MERCADO

Em 2009, um golpe estruturado por Parisotto e Previ quase privatizou a Celesc por dentro do Conselho de Administração. Uma reunião extraordinária foi convocada com um único item de pauta: Melhoria de governança corporativa. A lógica era mudar o nível de governança da Celesc dentro da Bovespa, passando a empresa do Nível 2 para o Novo Mercado.

A mudança mudaria toda a estrutura das ações da empresa. De uma hora para outra, deixariam de existir ações com direito a voto (ordinárias) e ações com preferência de recebíveis (preferenciais), sendo as participações diluídas entre os acionistas. O Resultado? O governo do estado deixaria de ser majoritário e a Celesc estaria privatizada.

O golpe só não foi concretizado pela ação conjunta entre o representante dos empregados no Conselho de Administração e os sindicatos da Intercel, que ocuparam a reunião e impediram a votação, retirando o ponto de pauta.

Do golpe, a Intercel e o Conselheiro eleito mobilizaram os celesquianos a ocuparem a Assembleia Legislativa do Estado, pressionando os deputados e conquistando a legislação que determina a realização de um plebiscito em tentativas de privatização da Celesc.

CONTINUAR LUTANDO

A história demonstra a importância de uma atuação coletiva e estruturada entre o representante dos empregados no Conselho de Administração da Celesc, os sindicatos da Intercel e os trabalhadores. Neste momento, onde EDP e Parisotto se articulam para atacar a Celesc Pública com mais um golpe, é fundamental a participação dos celesquianos na eleição para representante dos empregados no Conselho de Administração.

Os sindicatos apoiam o companheiro Paulo Horn para dar continuidade à representação dos trabalhadores e à luta em defesa dos celesquianos e da Celesc Pública, enfrentando coletivamente todo e qualquer acionista que vise o lucro em detrimento do bom serviço prestado à sociedade catarinense, dos direitos e respeito de todos os trabalhadores.

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