Além de atacar o acordo coletivo, Celesc se articula com chapas de oposição para atacar direitos

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Às escondidas, presidente da empresa faz campanha para chapas de oposição, rasgando discurso de isenção e descrumprindo as próprias regras da Celesc para a campanha

A estratégia da Celesc para cortar direitos dos trabalhadores passa, também, pela eleição para o Conselho Deliberativo da Celos. A grande aposta da Diretoria é o corte dos benefícios pós-emprego. O ataque aos benefícios dos trabalhadores aposentados é um desrespeito aqueles que construíram a Celesc Pública, patrimônio de Santa Catarina. Mais terrível que isso é perceber que existe um trabalho conjunto entre diretoria e um grupo hostil aos sindicatos, que aceitaram trair os celesquianos e os seus familiares em busca por poder.

Contra os trabalhadores, a Celesc encontrou duas chapas dispostas a incorporar o discurso do corte de benefícios. As chapas 3 e 4 têm utilizado os comunicados da empresa para atacar os candidatos apoiados pela Intercel. Colocam a culpa do passivo atuarial em uma fantasiosa má gestão na Celos. O passivo atuarial é composto, basicamente, pelo Plano de Saúde, pelo Plano Previdenciário, além de outros benefícios como auxílio-deficiente, benefício mínimo à aposentaria e auxílio-funeral. Ou seja, os direitos dos trabalhadores são vistos como meros números.

A saúde e a aposentadoria daqueles que contribuíram com a grandeza da Celesc e com o desenvolvimento econômico e social do nosso estado não é uma estatística. Pior do que uma gestão que não respeita a história dos que construíram a Celesc Pública e a Fundação Celos são trabalha dores que atentam contra os direitos dos companheiros. Essa união entre candidatos e empresa só prejudica os trabalhadores. E ela está muito clara.

Comparando o tempo de envio dos comunicados da Celesc e as postagens dos candidatos e do blog “Tribuna da Celos”, fica impossível não perguntar: será que os candidatos já tinham acesso à argumentação da Celesc? Será que eles estão trabalhando juntos? Onde está a dita isenção do Presidente na campanha? Ao entrar na campanha, utilizando os informativos da Celesc para municiar ataques contra os candidatos da Intercel e da APCelesc, o presidente da Celesc fere todos os preceitos éticos que se espera de um administrador público.

Às sombras, ataca todos os celesquianos com mentiras, incentivando candidaturas que incorporam propostas de retirada de direitos históricos, dando à Celesc a oportunidade de dominar o Conselho Deliberativo e destruir uma história de conquistas. A Intercel e a APCelesc repudiam o aparente conluio que, com mentiras deliberadas tenta influenciar o resultado das eleições da Celos.

A campanha deveria ser propositiva, visando o bem da Fundação e a defesa dos direitos dos participantes. A utilização dos meios de comunicação oficiais da Celesc para municiar uma campanha desonesta e anti-ética é crime e será denunciada ao Ministério Público, pois atenta contra a moralidade administrativa no serviço público.

Ao entrar na campanha, utilizando os informativos da Celesc para municiar ataques contra os candidatos da Intercel e da APCelesc, o presidente da Celesc fere todos os preceitos éticos que se espera de um administrador público.



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