Assembleia geral não delibera sobre incorporação da Eletrosul pela CGTEE

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Manifestantes protestam contra realização da AGE vigiados por aparato policial

Sinal claro das mudanças da conjuntura politica, a Eletrosul convocou forte aparato policial para garantir a realização da Assembleia Geral dos acionistas, na manhã do dia 30 de agosto, onde seria aprovada a Incorporação da Eletrosul pela CGTEE. Um grande número de manifestantes composto por trabalhadores ativos, aposentados e integrantes de movimentos sociais amanheceu em vigília na Sede da empresa, no dia da AGE, mas foi impedido de protestar do lado de dentro das catracas.

O ato havia sido convocado pelos sindicatos que compõem a Intersul, em boletim. No entanto, a AGE não concluiu seu objetivo, uma vez que a Tutela Cautelar da Justiça Federal de Santa Catarina, obtida pelos sindicatos, suspendeu as decisões societárias acerca da incorporação e foi negado o recur so da Eletrosul por meio de Agravo de Instrumento no Tribunal Regional Federal da 4ª região, em Porto Alegre. A AGE foi suspensa, pois a determinação judicial impede as deliberações societárias por 60 dias contados a partir do cumprimento do Mandado de Segurança que visa acesso a todos os documentos acerca do processo.

Os sindicatos que compõem a Intersul, com apoio de outras entidades como a Associação de Profissionais da Eletrosul (APROSUL) e a Associação de Aposentados e Pensionistas da Eletrosul (AAPE), continuam a luta pela não incorporação nos termos da Eletrobras e acompanham o Inquérito Civil pelo Ministério Público Federal, também aberto para investigar o processo a partir da representação impetrada pelos sindicatos da Intersul.

Convocada pelo Tribunal Superior de Trabalho (TST) a reunião contou com a participação do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) e com representantes da Eletrobras.

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