Segunda-feira todos na audiência pública

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A soberania nacional exige neste momento união e esforço concentrado para enfrentar as política neoliberais do governo Bolsonaro/Guedes

Esta é a proposta da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional que na segunda-feira, dia 18 de novembro, realiza uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Todos eletricitários que puderem devem comparecer ao ato.

A audiência é convocada pela Comissão de Trabalho Administração e Serviço Público, com requerimento do Deputado Fabiano da Luz (PT) em conjunto com o Fórum Parlamentar Catarinense pelo Fortalecimento das Empresas Públicas. Por que o atual governo está dilapidando o patrimônio público, com a venda da Embraer, Casa da Moeda, Correios, Petrobras, Eletrobras/Eletrosul, bancos públicos (BNDES, BB e CEF) e sucateando a saúde, educação.

Além disso, a Celesc e outras empresas públicas estatais seguem ameaçadas de privatização. Conforme o manifesto da Frente, quem compra patrimônio público brasileiro, de forma ilegítima, está comprando mercadoria roubada. O fracasso do leilão de petróleo semana passada mostra bem isso: existe uma desconfiança internacional.

Quem é que vai investir a longo prazo num país que tem um governo instável e é presidido por uma pessoa desequilibrada? Setor elétrico O eletricitário tem um motivo mais forte ainda para participar da Frente: a PL 5877/2019 que trata da privatização do setor elétrico. O Projeto de Lei estabelece a transferência para os setores empresariais da propriedade acionária de 43 empresas de geração e transmissão de energia elétrica.

O governo pretende arrecadar R$ 16,2 bilhões. Só que os ativos  a serem vendidos valem mais de R$ 400 bilhões.!!!!!!!!!! Nesta conta não dá para esquecer que nos primeiros seis meses de 2019 o lucro líquido da Eletrobras foi de R$ 6,9 bilhões de reais. A Eletrobras controla as melhores hidrelétricas do país. São usinas amortizadas que, desde 2012, comercializavam sua energia a baixo custo. Cerca de 18 hidrelétricas (13.800 MW) vinham comercializando sua energia por R$ 50,00/1.000 KWh e possuíam contratos até o ano de 2042.

Ao privatizar, a proposta do governo é aumentar a tarifa ao “preço de mercado” que está na faixa de R$ 250,00/1.000 KWh por meio de novo contrato que irá até o ano de 2050. O impacto aos consumidores, somente desta medida, será de aproximadamente R$ 15 bilhões por ano a mais nas contas de luz, o que representará 10% de aumento nas tarifas finais, para começar.

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