Ralf Zimmer, Laís Chaud e Bruno Pedreiro se comprometem com a Celesc Pública
ASSINATURAS DO TERMO DE COMPROMISSO PELOS CANDIDATOS AO GOVERNO DE SANTA CATARINA FORAM REALIZADOS NA SEMANA PASSADA, NA CAPITAL
Os sindicatos da Intercel e o Conselheiro eleito pela categoria na Celesc dão continuidade ao diálogo com todas as candidaturas ao governo de Santa Catarina para que assinem a carta-compromisso de, se eleitos, manterem com o Estado o controle acionário da Celesc. Todas as candidaturas estão sendo procuradas e, conforme divulgado na edição 1707 do jornal Linha Viva, aquelas que se negarem a assinar também será divulgado o nome e a motivação, se o candidato indicar. Os primeiros candidatos a assinarem a carta foram Gelson Merísio (PSB) e João Rodrigues (PSD). Na última semana, a Intercel se reuniu com mais três candidaturas, conforme relato a seguir:
Ralf Zimmer (PRD)
O candidato se reuniu com dirigentes da Intercel e o Conselheiro eleito, Paulo Horn, na sede do Sinergia, na capital. No encontro, Zimmer registrou que já havia assinado a carta-compromisso na eleição passada, quando também foi candidato ao governo, e afirmou que: “Assim como os celesquianos, também sou servidor de carreira do estado. Sei da nossa batalha do dia a dia. Quero fazer um mutirão para o julgamento de ação de improbidade da Celesc”. Segundo o candidato, tramita hoje no Judiciário “uma ação civil pública de improbidade no valor de R$ 150 mi que, atualizados, chega a mais de R$ 300 mi”. Ainda segundo Zimmer, o Ministério Público de Santa Catarina estaria atuando nesta ação, que estaria “há 12 anos no Judiciário sem julgamento”. Por fim, ele disse ser “a garantia de uma Celesc Pública, proteção ao seu patrimônio e ao seu servidor”.


Laís Chaud (UP)
A quarta candidata a assinar a carta-compromisso com a manutenção da Celesc Pública foi Laís Chaud. Ela encontrou o Conselheiro e representantes da Intercel também em Florianópolis na quarta-feira da semana passada. Chaud afirmou que o seu partido e a sua candidatura “defendem os serviços públicos 100% públicos. Nós não defendemos a privatização, como outros candidatos apontam que é a solução. Mas nós sabemos que o que tem acontecido hoje é precarizar para privatizar e essa não é a saída. Nem para os trabalhadores e muito menos para a população”. A candidata também afirmou que “somos em defesa da retomada da Eletrobras 100% pública e aqui em Santa Catarina que a Celesc também não entre nessa lista, como ocorreu em outros estados com privatizações de companhias de energia”. Por fim, ela afirmou que “estamos juntos nas lutas, para muito além da candidatura, nas greves e em apoio à classe trabalhadora”.


Bruno Pedreiro (PCO)
Bruno Andrade Dias, conhecido como Bruno Pedreiro, também se reuniu na capital com os sindicatos da Intercel e com o Conselheiro eleito na semana passada. Ele disse que, se eleito, pretende não deixar privatizar a Celesc: “É a empresa de energia mais importante do País nesse momento na luta contra a privatização. Faço a defesa da luta dos trabalhadores contra todos aqueles que querem praticar o pacote de maldades, privatizando e implementando altas tarifas na população, que traz como consequências o retrocesso econômico e industrial para o País”. Pedreiro, por fim, afirmou que “devemos defender com todas as forças a luta dos eletricitários e a revisão de todas as privatizações. Principalmente a privatização da Eletrobras, que trouxe atraso econômico e político ao País”.


Outras candidaturas
Ainda não assinaram o compromisso os candidatos Marcelo Brigadeiro (Missão), Professor Marcus Sodré (PSTU) e Jorginho Mello (PL). O candidato Marcus Sodré confirmou que assinará o compromisso na próxima semana. A Intercel segue buscando diálogo com as coordenações de campanhas para que os demais candidatos também se comprometam publicamente com a defesa da Celesc Pública.


