PLR 2020: Intercel recebe proposta e reafirma a luta por uma PLR realmente justa

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Nesta quarta-feira, dia 14, a Diretoria da Celesc encaminhou a proposta de PLR 2020 à Intercel. Simultaneamente encaminhou um informativo aos trabalhadores justificando que a proposta de cortes no percentual da antecipação, de 70 para 50%, é devido à crise financeira decorrente da pandemia de Covid-19. Investindo no discurso de que através de “políticas adequadas e responsáveis para o momento” busca a “valorização dos celesquianos” o comunicado encerra afirmando que a Diretoria busca uma forma de “recompensar todos os empregados de forma justa”.

A Intercel informa aos trabalhadores que recebeu a proposta e prontamente solicitou à assessoria da Diretoria de Gestão Corporativa documentos para a análise dos indicadores propostos pela empresa. Continuamos aguardando essas informações para iniciar o debate com a categoria. Ao jogar a informação filtrada, superficial, sem debates, a Diretoria novamente se utiliza de expedientes condenáveis para tentar driblar os trabalhadores e induzi-los ao erro.

Esse não é um modelo “adequado”, tampouco “responsável” e está longe da intenção de “recompensar todos os empregados de forma justa”. O conceito de “justiça”, pode ser traduzido para “meritocracia”. Esse é o desejo acalentado e perseguido pelos seguidores do pensamento que busca semear a discórdia, a divisão e a luta fratricida entre trabalhadores. É a lógica do “dividir para explorar”. PLR não é isso, ao contrário, é a soma de esforços para alcançar os objetivos determinados.

Todos, sem exceção, independente de cargo ou função têm que trabalhar em conjunto, solidários para que todos ganhem. E nesse esforço coletivo não deveria haver estímulos para disputas segregacionistas. Querem políticas, “justas”, “adequadas”, que “valorizem” os celesquianos? Então distribuam linearmente a PLR, encerrem essa segregação. Porque dar discurso e depois cada diretor receber em média de PLR R$ 200 mil reais não soa sincero.

A Intercel reafirma a necessidade de uma avaliação detalhada e criteriosa da proposta, e que, para isso, a Diretoria precisa encaminhar à Coordenação os documentos solicitados. A Diretoria deveria primeiro fazer o básico: repassar todas as informações às entidades que têm a responsabilidade de analisar e dialogar com os trabalhadores e não tentar novamente disputar a categoria. Isso sim é política responsável.

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