Diretoria mira na Intercel, mas acerta governador

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Comunicado da empresa confirma irresponsabilidade de Moisés e incompetência da diretoria

Após a publicação do Boletim da Intercel, na sexta- -feira, dia 08, ficou claro o amadorismo da Diretoria da Celesc. O Boletim revelou histórias de incompetência, irresponsabilidades, acobertamentos e excesso de apego a cargos. Tirou o sono da Diretoria, doeu, bateu na ferida. Se não o fosse, não haveria tanta pressa, avidez, açodamento em responder à Intercel. O comunicado da diretoria brotou da urgência da auto defesa, da necessidade de explicar-se e de atacar quem a denunciara.

Ação de quem sabe que tem culpa e deve explicação. Obviamente que essa pressa, afobação, destempero ou desespero em atacar o boletim da Intercel, ainda na noite de sexta-feira, não poderia produzir algo refletido, medido, calibrado. Foi justamente o que ocorreu. O tiro saiu pela culatra. Ao tentar atacar a Intercel, a Diretoria acertou em cheio o Governador do Estado de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva.

O comunicado enviado aos trabalhadores é uma história digna dos quadrinhos “O amigo da onça”. O personagem gerou uma expressão popular, usada para definir a pessoa que se diz amiga de outra, mas que constantemente a coloca em situação constrangedora ou vexatória. Diante das denúncias objetivas da Intercel, o comunicado “amigo da onça” é um amontoado de justificativas e desculpas da Diretoria. O detalhamento das ações tenta demonstrar uma proatividade inexistente e só evidencia que a Diretoria, deliberadamente, minimizou em seu primeiro comunicado a gravidade dos fatos para proteger o Governador.

Obviamente, a proteção é uma ação política e de autopreservação: como Moisés é responsável pelas indicações ao cargo, a Diretoria optou por mascarar a realidade e evitar a publicidade e a responsabilização do Governador. Para desviar a atenção da incompetência, a Diretoria utiliza uma velha arma da política: a construção de inimigos. A lógica de atacar um adversário para mudar o foco da narrativa. Aliás, para uma diretoria que se autoproclama técnica, é irônico constatar que as decisões políticas é que têm pautado sua atuação desastrosa.

Como um perfeito amigo da onça, o próprio comunicado desnuda a incompetência e irresponsabilidade do Governador Carlos Moisés, ao afirmar que a empresa manifestou a inconstitucionalidade da lei, e vai além: demonstra que Moisés pouco se importa com o patrimônio público e está de braços abertos para a privatização. Por trata-se de um ataque à organização sindical, a agressão covarde ao jornalista e coordenador da Intercel não poderia passar em branco.

Os sindicatos se manifestaram à Diretoria através de uma contundente Nota de Repúdio, que acabou ganhando holofotes públicos em publicação do jornalista Moacir Pereira. Na pressa de criar factoides, para desviar atenção, os Diretores acabaram municiando os sindicatos da Intercel e o comunicado foi incorporado à denúncia ao Ministério Público. O comunicado é um atestado da omissão da Diretoria, da gestão temerária do Estado e das mazelas que a lei trará para a população catarinense. É preciso agradecer o amadorismo dos Diretores.

Se o que esperavam era uma resposta contundente e agressiva contra a Intercel, conseguiram juntar provas contra si mesmos e contra seu patrão. Isso demonstra que, é só errando em seus objetivos que a diretoria faz algo de bom para a Celesc Pública. Os sindicatos da Intercel permanecerão denunciando a Diretoria e o Governo do Estado, que ameaçam por incompetência e irresponsabilidade toda a distribuição de energia à população catarinense. Ataques e bravatas não assustam quem tem o dever de defender os celesquianos e a Celesc Pública.

Aliás, com as trapalhadas da Diretoria que torna seus ataques em argumentos contra sua própria atuação, que continuem atirando. Diante da mira torta, ganha Celesc Pública e a sociedade.

Liminar suspende Lei 17.933/20

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina deferiu liminarmente o mandado de segurança ajuizado pela Federação das Cooperativas de Energia do Estado de Santa Catarina (Fecoerusc). A liminar suspende a aplicação da Lei 17.933/20 até julgamento de mérito do mandado de segurança, por considerar que “não cabe ao Estado de Santa Catarina dispor sobre os casos de suspensão de fornecimento de energia elétrica, nem sobre a política tarifária”. A decisão liminar reafirma a necessidade de cumprimento da resolução normativa 878 da Aneel.

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