#NoMeuBuleNão: campanha vitoriosa

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Após 24 dias de resistência contra liminar, desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant suspendeu a decisão da Vara Agrária.

A campanha #No Meu Bule Não ao qual o Linha Viva se juntou surtiu efeito. Após 24 dias de resistência contra a liminar que ordenou o despejo das famílias do Acampamento Quilombo Campo Grande, em Minas Gerais, o desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant suspendeu a decisão da Vara Agrária.

Ele considerou que os acampados “ocupam a área rural por considerável período, aproximadamente 14 anos, com cultivo de lavoura de café entre outros, havendo inclusive imóveis edificados nos quais residem as respectivas famílias”, como afirma o documento.

As famílias poderão passar o Natal em segurança, porém o MST alerta que a solução definitiva é o assentamento das 450 famílias que moram há 20 anos na usina falida Ariadnópolis, em Campo do Meio (MG).

É preciso regularizar a situação para garantir que essas famílias continuem trabalhando, produzindo e vivendo da terra. Em agradecimento à sociedade, o movimento fez uma distribuição de alimentos na feira da cidade, no domingo, dia 2 de dezembro.

As terras são disputadas por João Faria da Silva, considerado o maior produtor individual de café no mundo.

Para escoar sua produção, ele fundou a Terra Forte Importação e Exportação, uma das maiores comercializadoras de café no Brasil, exportando 2,5 milhões de sacas por ano, equivalentes a 6,5% de todo o café exportado pelo Brasil.

Entre seus clientes estão gigantes multinacionais como Nestlé e a holandesa Jacobs Douwe Egberts, dona das marcas Pilão, Café do Ponto, Cacique, Café Pelé e Damasco.

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