Mural Cisne Negro

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Por Rubens Lopes

A grandiosidade de Cruz e Sousa transcende as dimensões do mural inaugurado no dia 11 de julho, no Museu Cruz e Sousa, em Florianópolis. A historiografia oficial negou as ideias e convicções de seu maior poeta durante anos, por ser negro e filho de negros alforriados.

Abolicionista, colocou sua pena a favor da luta contra a escravidão, morreu tuberculoso e na miséria e teve seu corpo trasladado em um vagão de animais vindo em trem de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, onde foi sepultado. Suas cinzas só foram trazidas para Florianópolis em 2007.

O mural em homenagem ao poeta Cruz e Sousa, maior poeta simbolista do mundo, é assinado pelo artista Rodrigo Rizo e faz parte do projeto Street Art Tour. O mural mede 900 metros quadrados e começou a ser feito no começo de junho no paredão do edifício João Moritz, localizado ao lado do jardim do Museu.

Nos dias de hoje, as pessoas do Movimento Negro em Florianópolis, lutam para que seja terminado o Memorial Cruz e Sousa, num espaço que fica ao lado do mural. Uma obra abandonada pelo poder público. Ali, querem que esteja presente sua obra completa e que seja visitada por todas as pessoas e que seu legado tenha um voo tão alto e grande como as asas de um Cisne Negro.

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