Greve dos petroleiros luta contra privatizações

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Práticas antissindicais da Petrobras colocam em risco trabalhadores

Iniciada na noite de quarta-feira, 16, a greve nacional dos Petroleiros prossegue forte. Segundo informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), apesar das ações antissindicais da Petrobras, que insiste em desrespeitar o direito de greve, com interditos proibitórios, cortes nas comunicações das plataformas, cárcere privado nas unidades,  entre outras arbitrariedades, os petroleiros seguem mobilizados. A adesão é de 90% a 100% nas unidades operacionais, com participação dos trabalhadores terceirizados e também do administrativo.

A FUP denuncia que a operação tem sido mantida na maioria das unidades do Sistema Petrobrás por equipes de contingência da empresa, formadas por gerentes, supervisores e outros profissionais sem experiência nas tarefas de rotina das refinarias, plataformas e terminais, colocando em risco a segurança das equipes e das próprias unidades. Na Bacia de Campos, já foram registrados vazamentos nas plataformas PCE-1 e P-15. No Terminal de Paranaguá (PR), as equipes de contingência colocaram a segurança em risco durante bombeamento de GLP para a Repar.

Após realizarem marchas e manifestações contra o leilão de Libra ontem em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Natal, Salvador, Macaé, entre outras cidades do país, a FUP, junto com o MAB, CUT, CTB, CGTB e outras centrais sindicais e movimentos sociais voltaram a se manifestar nesta sexta. Com apoio do Sindipetro Unificado-SP, petroleiros e movimentos sociais ocuparam pela manhã o prédio da Petrobrás, na Avenida Paulista, em São Paulo.

A FUP e seus sindicatos estão discutindo o tipo de manifestação que realizarão na segunda-feira, 21, data prevista para o leilão de Libra. Um ato estratégico está sendo debatido pelos petroleiros e será divulgado às vésperas do leilão. Os trabalhadores do Sistema Petrobrás, cuja história sempre foi de resistência às privatizações e luta incansável em defesa da soberania nacional, permanecerão em greve em todo o país para impedir que a maior reserva do pré-sal seja leiloada e fortalecer a luta da classe trabalhadora contra o PL 4330.

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