Governador não desmente privatização da Celesc

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Comentário do Governador só comprova que há um plano para venda da Celesc

No dia 08 de dezembro o Governador do Estado de Santa Catarina, Carlos Moisés, declarou em uma rede social que esperava o “momento certo” para privatizar a Celesc. A justificativa era simples: “fazer antes da hora desvaloriza o ativo”. Denunciado pelos sindicatos da Intercel, o Governador viu a declaração repercutir com críticas pesadas, uma vez que no início de 2018 manifestou na Celesc que não venderia a empresa. Nesta segunda-feira, dia 16, o Governador deu nova declaração, afirmando que “não há nenhum planejamento para a venda destas empresas, hoje”.

Enquanto seus defensores se apressam em declarar que tudo não passou de um boato, é preciso lembrar que, em momento algum, o Governador desmentiu a privatização da Celesc. A declaração desta segunda-feira e a do dia 08 são complementares. Ao dizer que “hoje” não há plano para privatizar a empresa, o Governador reafirma que espera pelo “momento certo”. Na mesma entrevista, Moises afirma que colocou “pessoas extremamente republicanas e competentes à frente dessas empresas para que elas deem resultado”.

Dizer que são republicanos diretores e conselheiros que não respeitam aas decisões democráticas da categoria, perseguindo opositores e cassando mandatos poderia parecer estranho, mas é marca registrada de um Governador que não dá uma declaração objetiva. Desde a campanha eleitoral, Moisés evita defender a Celesc Pública. Seus indicados tem uma longa lista de ataques aos direitos dos trabalhadores, de decisões que impactam negativamente a imagem da Celesc e ameaçam o bom atendimento à sociedade.

Com um discurso de que tudo o que havia antes da chegada desta gestão era errado e corrupto, a Diretoria ignora o histórico de quem construiu a Celesc e ajudou no desenvolvimento social e econômico de Santa Catarina. Arrogantemente, a Diretoria se coloca em um pedestal de competência e ética, como se fosse o baluarte do republicanismo incensado por Moisés.

Ironicamente, os mesmos Conselheiros “republicanos” indicados pelo governo, que cassaram o mandato do Diretor Comercial, interpretando a lei das estatais à sua conveniência, fecham os olhos para o conflito de interesses do presidente da Celesc, que mantém vínculo com uma empresa concorrente, e, novamente interpretando convenientemente a lei, o mantém no cargo.

A gestão Moisés na Celesc é marcada por ataques aos trabalhadores, intransigências e autoritarismo do presidente, golpes e traições da Diretoria Colegiada e muita propaganda. O caminho da privatização passa pela tentativa de destruição da resistência dos trabalhadores organizados pela Intercel. Os celesquianos devem permanecerem unidos e vigilantes para, a qualquer momento, enfrentar a ameaça privatista e defender o nosso lema: Celesc Pública, bom para todo mundo!

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