Golpe na Celesc: empresa investe contra mandatos de trabalhadores

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O presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, com apoio do governador Carlos Moisés, continuam insistindo no golpe contra os mandatos do diretor comercial eleito pelos empregados e do representante dos empregados no Conselho de Administração da Celesc.

Mesmo depois de denunciado pelo conselheiro eleito, Leandro Nunes, e pelo jornal Linha Viva, ambos mantêm a articulação para desrespeitar os votos dos celesquianos, querendo eliminar qualquer opinião contrária à privatização da Celesc na Diretoria Executiva e no Conselho de Administração.

E tem coisa pior: o presidente não conseguiria atentar contra os trabalhadores se não tivesse o apoio de empregados concursados, que decidiram apoiar e incentivar, desavergonhadamente, todos os atos nocivos dessa gestão.

Com um parecer interno “copia e cola” do parecer da PGE, o Diretor Fabio Valentim e os gerentes Raquel Claudino e Fabricio Vanelli, assinaram um parecer tentando justificar o injustificável, novamente misturando o mandato indicativo dos empregados eleitos pelos celesquianos e os mandatos da lei, na clara intenção de confundir as pessoas e qualificar o golpe armado. 

Lamentável a postura desses empregados, que parecem ter resolvido mostrar quem realmente são. Fabio Valentim já mereceu matéria no jornal Linha Viva, como traidor da categoria e incentivador do enfrentamento na campanha salarial com greve e interditos proibitórios contra o movimento dos trabalhadores.

Caso semelhante é o da gerente Raquel Claudino: era coordenadora do processo eleitoral para a Diretoria Comercial, participou da elaboração do regimento das eleições e, inacreditavelmente, rasgou a regra que ajudou a construir.

Ao contrário de quem participou de todo o processo eleitoral para Diretor Comercial em 2018 e assinou a nota de encaminhamento do regulamento aprovado pelo Conselho de Administração (e parece estar com amnésia), o representante dos empregados no Conselho protocolizou um parecer jurídico externo, independente, demonstrando claramente que a confusão gerada pela Diretoria e seus gerentes não tem comprovação jurídica e busca apenas justificar a cassação dos mandatos dos trabalhadores eleitos.

A deliberação do Conselho de Administração sobre esse processo ficou para a semana que vem, dia 12 de dezembro. 

E agora, presidente?

Agora, não será mais possível se esconder atrás de interpretações jurídicas fantasiosas: se o presidente Cleicio Poleto mantiver aquilo que disse pessoalmente aos sindicatos da Intercel, que isso era tudo um “grande mal-entendido” e que a única preocupação dos diretores era o amparo jurídico para a manutenção do mandato do Diretor comercial eleito, o parecer jurídico externo apresentado pelo conselheiro eleito dá todo o conforto que a empresa precisa para continuar os seus trabalhos sem desrespeitar a decisão soberana dos celesquianos, que SEMPRE votaram e elegeram o diretor comercial da Celesc, desde 2006, para um mandato de 3 anos.

Se os mesmos gerentes continuarem a buscar justificativas para manter o golpe em curso, desrespeitando o voto dos trabalhadores que efetivamente votaram no diretor comercial eleito para representa-los por três anos, não existirá mais nenhuma escapatória: trata-se de um ataque do governo do Estado contra os celesquianos, em clara demonstração da verdadeira intenção dessa administração: expulsar a resistência dos empregados na diretoria para privatizar a Celesc.

Rádio peão antecipa o segundo golpe

Circula na rádio peão, como é popularmente conhecida a rede de notícias “informais” na Celesc, que depois de derrubar o diretor comercial eleito, o fogo do Governo será direcionado para o representante dos empregados no Conselho de Administração.

Apesar de ser eleito até 2022, informações dão conta de que já existe um acordo entre o presidente e um “testa de ferro”, que protocolaria um pedido para ser candidato ao Conselho de Administração já em 2020, com o mesmo argumento da unificação dos mandatos da lei 13.303/16. Seria um acordo já arranjado, para forçar um novo golpe e, na sequência, a candidatura de um empregado com o apoio da Diretoria da Celesc e seus gerentes.

Os sindicatos da Intercel permanecerão vigilantes e atentos aos movimentos da Diretoria e de alguns empregados que, infelizmente, se dispõe a prestar esse tipo de serviço contra a própria categoria.

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