Diálogo tardio: presidente da Celesc procura dirigentes sindicais para debate

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Ato de Cleicio Poleto Martins ocorre depois de críticas da Intercel

Depois de se fechar ao debate e sofrer diversas críticas de trabalhadores, sindicatos, imprensa e parlamentares, o presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, finalmente cumpriu com a promessa que fez aos celesquianos: abriu o debate sobre o futuro da Celesc Pública. Em contato com a coordenação da Intercel, o presidente afirmou que nunca teve a intenção de excluir os sindicatos do debate, e solicitou uma reunião com a Intercel.

Realizada no auditório Osvaldo Camilli, na Administração Central, nesta quarta-feira, dia 27, a reunião iniciou com um relato dos primeiros 60 dias frente à empresa. Acompanhado dos Diretores André Luis de Castro Pereira (Planejamento e Controle Interno), Claudine Furtado Anchiete (Gestão Corporativa), Pablo Cupani Carena (Geração, Transmissão e Novos Negócios) e Marcelo Haendchen Dutra (Finanças e Relações com Investidores), Cleicio afirmou que “as relações institucionais começam agora” e que estava abrindo o diálogo com a sociedade.

Cleicio reafirmou que é compromisso dele e do Governador do Estado a manutenção da Celesc Pública e que a premissa é trabalhar por uma Celesc mais eficiente. Os dirigentes sindicais criticaram a demora para o início do diálogo, apontando que problemas decorrentes desta postura prejudicaram a imagem da Celesc.

Para a Intercel, esta situação é muito parecida com a velha lógica de precarizar o atendimento à sociedade para justificar a privatização da empresa.

O presidente da maior estatal não pode estar fechado ao diálogo com todos os atores da sociedade. É preciso que ele compreenda seu papel, trabalhando pelo fortalecimento da empresa, pela melhora no atendimento à sociedade e pela sua manutenção como empresa pública.

Além das críticas, os sindicatos reafirmaram a necessidade de respeitar os celesquianos e os direitos conquistados pela categoria. Valorizar os trabalhadores é fundamental para a continuidade da Celesc Pública, patrimônio dos catarinenses.

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