Desestruturação: a portas fechadas, Presidente da Celesc encaminha golpe nas Agências Regionais e põe em risco atendimento à sociedade

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Um segurança armado nas portas do auditório Oswaldo Camili, no 5º andar da sede da Celesc. Cancelas nos corredores impedindo a passagem de trabalhadores. Esse é o diálogo do Presidente Cleicio Poleto Martins. Esbanjando soberba e arrogância, o presidente da empresa tem se fechado ao diálogo com todos os agentes políticos do estado de Santa Catarina, esquecendo que a empresa é pública e que deve explicações à sociedade catarinense.

Priorizando uma campanha de marketing pessoal às custas da Celesc, Cleicio tem tomado atitudes extremamente prejudiciais à imagem da empresa. A incapacidade de comunicar à população o aumento do consumo e das faturas, deixando um rastro de críticas à empresa e ameaças aos trabalhadores.

Escondido da imprensa, órgãos reguladores e políticos, Cleicio demonstra não entender o papel do presidente da Celesc, maior estatal de Santa Catarina, alicerce do desenvolvimento econômico e social do estado, nem perante a sociedade, nem aos trabalhadores.

Desrespeitando os trabalhadores e suas representações, Cleicio permanece fechado em um mundo de faz de contas onde se põe em um pedestal e continua negando o diálogo com a Intercel. Mas as ações da última semana foram de uma violência e inconsequência muito grande.

Com um clima belicoso, tratando trabalhadores como ameaças, Cleicio se reuniu a portas fechadas com chefias da empresa para apresentar uma reforma da estrutura da empresa decidida em um grupinho fechado do qual alguns diretores nem participaram. Divulgada na imprensa antes mesmo de ter sido apresentada aos trabalhadores, a desestruturação das regionais gerou fortes críticas e repúdio de diversos setores da sociedade.

Apresentado como “um modelo de gestão que agregue resultados rapidamente e melhore a eficiência para racionalizar os processos da empresa e manter a concessão”, na verdade o projeto apenas recicla velhas ideias e não traz ganhos – nem operacionais, nem financeiros. Mas traz uma série de problemas políticos e de atendimento à sociedade, principal dever da empresa pública. E a sociedade já reagiu, criando mais uma lambança do presidente.

Após sua divulgação, o presidente se recusou a receber o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), que procurou a empresa para defender que a agência regional de Criciúma fosse mantida na sua cidade e não em Tubarão. A postura do presidente foi duramente criticada pelo Presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), que foi categórico em entrevista: “É preciso que haja o mínimo respeito. Lideranças tentaram falar com o presidente da empresa durante horas e horas e não conseguiram. A Celesc não é privada, é uma empresa pública. Ela deve satisfação aos seus acionistas e a sociedade catarinense é acionista”.

Após uma comitiva de parlamentares e lideranças de Criciúma acampar na empresa exigindo uma reunião, Cleicio voltou atrás em sua decisão, demonstrando o despreparo com que a proposta foi encaminhada.

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