Celesc: indeciso, comandante Moisés?

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Candidato critica Intercel em debate e continua com posições contraditórias sobre a privatização da Celesc

No último sábado, dia 13, aconteceu o primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Estado de Santa Catarina que disputarão o segundo turno das eleições. A distupa tem impacto direto na Celesc, uma vez que o próximo Governador do Estado será responsável pela Celesc, como acionista majoritário da empresa.

O fato é que nenhum dos dois concorrentes assinou o documento produzido pelos sindicatos da Intercel e pelo Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, conforme orientação da categoria no 10º Congresso. Mas enquanto Merísio tem se mantido afirmativo no compromisso de não privatizar a empresa, Moisés tem dado declarações contraditórias.

Quando procurado para assinar a moção, o candidato do PSL afirmou que não se comprometeria antecipadamente com a Celesc Pública, mas que gostaria de conversar. Depois, parou de responder as solicitações para que esta conversa fosse agendada, num sinal de desrespeito aos celesquianos.

Após o primeiro turno gravou um áudio dizendo que não privatizaria a empresa, mas que era preciso despolitiza-la, criar metas e impedir que ela comprometesse o or- çamento do estado. Já em entrevista recente, disse que não teria problema em privatizá-la. No debate realizado na rádio Peperi, em São Miguel do Oeste, Moisés foi questionado sobre seus planos para a Celesc Pública. Ali afirmou que não privatizaria a empresa, mas deu, novamente, demonstração de desconhecimento da realidade da estatal e de desrespeito com as entidades sindicais. Reafirmando um discurso descolado da realidade, Moisés disse que é preciso criar metas para a Celesc atender a população com qualidade.

O que o candidato não sabe é que a empresa já é altamente regulada, tanto nas questões financeiras, quanto nas questões de qualidade. Aliás, falando em qualidade, a Celesc foi eleita recentemente a 2º melhor distribuidora de energia do Brasil e a 2ª melhor distribuidora de energia de toda a América Latina. Além disso, o Governo do Estado não injeta um centavo de dinheiro na Celesc, ou seja, não há possibilidade da Celesc comprometer o orçamento do Estado.

No debate, Moisés ainda se queixa da postura dos sindicatos, dizendo que “um jornalzinho” estava criticando o fato de ele não ter assinado a moção. E que, realmente, se recusou a assinar porque os compromissos por ele assumidos são firmados com palavra. O desrespeito com o Linha Viva demonstra que Moisés não reconhece a voz dos eletricitários, uma vez que o jornal é símbolo de uma imprensa que defende as empresas públicas e os direitos dos trabalhadores há mais de 30 anos.

Além disso, como é que dá para confiar na palavra de quem demonstra não conhecer nada da Celesc e se recusa a debater com a representação dos trabalhadores? É preciso que fique claro uma coisa. O lado do Linha Viva, o lado da Intercel é o lado da Celesc Pública. Não dá para ficar em cima do muro, com discurso bonito para campanha, mas que não tem base nenhuma na realidade. Quem não se compromete com a Celesc Pública, é sim inimigo dos celesquianos.

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