Celesc: eleger um diretor foi uma conquista dos sindicatos

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Luta da Intercel não pode ser usada para validar um processo golpista que visa privatizar a Celesc

A campanha de justificativa do golpe na Diretoria Comercial lançada pela Diretoria da Celesc é feita de mentiras e até mesmo de revisionismo histórico. Para tentar convencer os trabalhadores de validarem um processo irregular, a Diretoria lançou um boletim lembrando os trabalhadores que o direito de eleger um diretor é uma conquista dos trabalhadores.

Entretanto, há uma diferença entre fazer valer um direito histórico que foi conquistado através do trabalho dos sindicatos da Intercel e participar de um processo antidemocrático e ilegal. Apesar do direito de votar e eleger um empregado Diretor ser garantido pela Constituição do Estado para todas as empresas públicas, havia uma discussão sobre a constitucionalidade deste direito, já superada, com decisão favorável aos trabalhadores em 2019.

Através da luta dos sindicatos da Intercel e do Representante dos Empregados no Conselho de Administração, os celesquianos foram os primeiros a terem o direito garantido em uma luta decorrente da desverticalização da Celesc, com a promulgação de a lei 13.570, que regulamentou a reorganização administrativa, técnica e societária da empresa, criando a Diretoria Comercial que, até então, era um departamento da Diretoria Técnica.

Foi neste contexto que os sindicatos da Intercel mobilizaram os trabalhadores para garantir a manutenção da Celesc Pública e aprofundar a experiência de gestão participativa, dando aos empregados a oportunidade de escolher entre seus pares alguém para representá-los. A lógica de eleger um trabalhador para um cargo de diretoria é aprofundar a participação dos trabalhadores na gestão da empresa.

Os sindicatos da Intercel sempre defenderam que os trabalhadores do quadro próprio deveriam ocupar os cargos estratégicos da administração, minimizando os impactos de uma gestão exclusivamente política na empresa. A conquista desta eleição determinou que, em uma empresa pública, os trabalhadores tem voz e participam ativamente da gestão. Infelizmente, este histórico de luta e conquista coletiva foi deturpado pela gestão Cleicio.

Atentando contra o direito democrático dos trabalhadores, desrespeitando o voto dado pela categoria em 2018 e, manipulando politicamente a legislação à sua conveniência, a Diretoria da empresa agora lança mão de uma campanha para apagar o histórico desta conquista.

É vergonhoso ver a administração tentar sustentar um golpe distorcendo uma conquista dos trabalhadores. Restando um dia de votação, é preciso que os trabalhadores permaneçam unidos contra a farsa da eleição da DCL. Uma conquista coletiva que aproxima os trabalhadores de contribuir com a gestão e manutenção da Celesc Pública não pode ser utilizada como caminho para facilitar a privatização da Celesc.

NÃO VOTE! NÃO VALIDE O GOLPE!

Infelizmente, este histórico de luta e conquista coletiva foi deturpado pela gestão Cleicio. Atentando contra o direito democrático dos trabalhadores, desrespeitando o voto dado pela categoria em 2018 e, manipulando políticamente a legislação à sua conveniência, a Diretoria da empresa agora lança mão de uma campanha para apagar o histórico desta conquista.

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