Celesc: assédio moral é coisa séria!

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Mesmo diante de casos concretos, Diretoria da Celesc não pune assediadores

Faz parte da Missão, Visão e Princípios da Política de Diversidade e Inclusão, recém lançada na Celesc, o seguinte: “Promoção de um ambiente livre de qualquer forma de discriminação, preconceito, comportamento discriminatório, assédio moral ou sexual a qualquer um(a) de nossos(as) empregados(as).”

No Código de Conduta Ética da Celesc, temos que “assédio moral é conduta abusiva, de natureza psicológica, que atenta contra a dignidade psíquica, de forma repetitiva e prolongada e que expõe o trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras, capazes de causar ofensa à dignidade ou à integridade psíquica, e que tenha por efeito excluir a posição do empregado no emprego ou deteriorar o ambiente de trabalho, durante a jornada de trabalho no exercício de suas funções.”

Observa-se, ainda, no Código de Conduta Ética, como Regras gerais, que “todo e qualquer profissional que realize atividades em nome da Celesc compromete-se a tratar e ser tratado com respeito e dignidade, tendo a garantia de condições seguras de trabalho, com a adoção das medidas necessárias à preservação da integridade física, mental e moral, além de evitar qualquer forma de constrangimento para si e outros, agindo com dignidade, lealdade, espírito de equipe e cortesia, criando e mantendo um bom ambiente de trabalho.”

E como uma das proibições: “praticar assédio de natureza moral ou sexual na Celesc ou em decorrência de seu vínculo com a empresa.” No capítulo Ética nos relacionamentos com os empregados, “o Grupo Celesc compromete-se a fornecer condições de trabalho adequadas, que garantam saúde, segurança e privacidade para o bom desenvolvimento do empregado no desempenho de suas atividades na empresa, inclusive com o acompanhamento das vítimas de assédio moral ou sexual.”

Na Política de Consequências da Celesc, o assédio moral também é uma proibição passível de penalidade. Contudo, alguns gerentes parecem não ter conhecimento de todos esses instrumentos. Os empregados que reclamam de assédio moral levam meses para serem ouvidos, e as atitudes acabam sendo tomadas apenas depois que os sindicatos intervêm ou que os empregados adoecem e se afastam por problemas psíquicos.

Sugestão de transferência de empregados que sofrem assédio não tem sido a melhor solução, pois verifica-se que o gerente que comete assédio moral infelizmente continuará adoecendo outros subordinados. Xingamentos de gerente a subordinados, constrangimentos de trabalhadores em público, grosserias a clientes e até demissões por perseguição acabam sendo rotineiros em um ambiente tóxico.

A Intercel cobra da diretoria da Celesc e das gerências uma solução imediata quando do conhecimento dos casos. Quando todos os funcionários de um setor reclamam de pressão, de sobrecarga, de autoritarismo, de deboche e grosseria por parte de um gerente, algo precisa ser feito. Quando três empregados de um mesmo setor se afastam por motivo de saúde, por conta da pressão psicológica, a Celesc precisa tomar uma atitude e evitar o adoecimento dos trabalhadores.

O que segura um gerente na cadeira? Pior ainda que ficar sem punição, é quando o mesmo gerente acaba sendo promovido, o famoso “caiu pra cima”. Os sindicatos da Intercel seguem prestando apoio aos empregados que passam por isso e frisam a importância de se utilizar os canais de denúncia ao Comitê de Ética. BASTA DE ASSÉDIO!

Quando todos os funcionários de um setor reclamam de pressão, de sobrecarga, de autoritarismo, de deboche e grosseria por parte de um gerente, algo precisa ser feito. Quando três empregados de um mesmo setor se afastam por motivo de saúde, por conta da pressão psicológica, a Celesc precisa tomar uma atitude e evitar o adoecimento dos trabalhadores. O que segura um gerente na cadeira?

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