Audiência pública debate reestruturação, ameaças de privatização e ataques aos direitos

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Trabalhadores da Celesc devem lotar auditório Antonieta de Barros, na Alesc, em defesa da Celesc Pública e contra a reestruturação administrativa

Após muito trabalho, a reestruturação administrativa da Celesc finalmente será debatida com a sociedade catarinense. Na próxima quarta-feira, dia 24, às 9 horas, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, acontecerá a audiência pública que discutirá a reestruturação e seus impactos para os trabalhadores e para a sociedade.

Decidida à portas fechadas, sem ouvir os trabalhadores e encaminhada por pessoas que não conhecem a realidade das Agências Regionais, a reestruturação prejudica o atendimento à população, precarizando o serviço prestado pelos celesquianos e abrindo, assim as portas para a privatização da empresa. Além disso, a proposta encabeçada pelo Presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, ataca direitos dos trabalhadores, se propondo a rever questões como a periculosidade, sobreaviso, diárias, quadro de dotação e até mesmo os acordos de desempenho, que multiplicam a Participação nos Lucros e Resultados dos celesquianos.

Impactando diretamente na vida de toda a sociedade catarinenses, a reestruturação administrativa da maior empresa pública estadual de Santa Catarina não pode ser conduzida desta forma irresponsável. É preciso respeitar o povo catarinense, que frequentemente elege a Celesc como uma das melhores distribuidoras de energia do país e da América Latina, e os trabalhadores, que participam ativamente da gestão em uma experiência vitoriosa de gestão participativa, encaminhada e implementada através dos congressos dos empregados, organizados desde 1997 pelos Representantes dos Empregados no Conselho de Administração em conjunto com a Intercel.

A Diretoria da empresa tem “vendido” a reestruturação como uma forma de melhorar a gestão, afirmando que não haverá perda de autonomia às regionais que passam a ser unidades, nem prejuízos à população. Entretanto, tem fugido sistematicamente de qualquer debate com os sindicatos da Intercel. Entidades sindicais, empresariais, movimentos sociais, trabalhadores, vereadores e Deputados estarão presentes para discutir os rumos da empresa que impulsiona o desenvolvimento social e economico do Estado. É fundamental que o presidente da empresa saia do quartel e venha para o debate. E é, ainda mais importante, que os trabalhadores lotem a Alesc, demonstrando força e união em defesa da Celesc Pública e dos direitos dos trabalhadores.

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