As urnas eletrônicas funcionaram mais uma vez
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Ao contrário de 2022, no primeiro turno das eleições de 2026 não houve contestação generalizada dos resultados por nenhum dos candidatos ou partidos políticos Talvez um dos fatos mais importantes desta eleição esteja justamente naquilo que não aconteceu.
Em 2022, Jair Messias Bolsonaro (PL) não reconheceu de imediato o resultado eleitoral, questionou o sistema eletrônico de votação e setores do bolsonarismo mantiveram uma campanha de desconfiança em relação às urnas que desembocaria, meses depois, nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Agora, diante de um resultado em que Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente de Lula (PT) e disputará o segundo turno, não houve uma contestação generalizada das urnas por parte da esquerda nem uma acusação de fraude para justificar o resultado. A disputa segue dentro das regras estabelecidas pela democracia.
E as urnas eletrônicas – que nasceram em Santa Catarina, com experiências na década de 1990 em Joaçaba e Brusque -, mais uma vez, passaram pelos testes previstos pela Justiça Eleitoral, contrariando os extremistas que apontavam manipulações de resultados.
Em Santa Catarina, o Tribunal Regional Eleitoral informou que não houve necessidade de votação em papel. Das 281 ocorrências registradas com urnas, 107 equipamentos precisaram ser substituídos — cerca de 0,6% do total utilizado.
Além disso, 25 urnas passaram pelo Teste de Integridade.
O resultado das urnas pode desagradar, surpreender ou provocar comemoração. Mas democracia é justamente aceitar que o voto popular produz resultados diferentes daqueles que cada um deseja.
Agora, o Brasil tem pela frente mais uma etapa decisiva.
E, para a classe trabalhadora, compreender o que está em disputa é fundamental: não apenas quem ocupará o Palácio do Planalto, mas qual projeto econômico, social e democrático terá força para definir os próximos anos do País.
Para a categoria eletricitária de Santa Catarina, a pauta das privatizações é mais um elemento que preocupa na decisão do segundo turno.


