TST determina a devolução dos descontos dos dias de greve na CGT Eletrosul

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Concedida Tutela Cautelar de Urgência enquanto perdurar o Dissídio de Greve:

Por ocasião da entrega da pauta específica de reinvindicações dos trabalhadores da CGT Eletrosul, no dia 06 de maio passado, os Sindicatos da Intersul receberam da Direção da Empresa a informação de que seriam efetuados novos descontos referentes a dias parados durante os últimos movimentos de greve.

A manifestação da Intersul na reunião com a empresa foi de surpresa, visto que no entendimento das entidades sindicais os dias parados ainda estão em processo de negociação com a Eletrobras, em paralelo às negociação do ACT 2022-2024, bem como estão ainda sob análise do próprio TST, no bojo do julgamento e possibilidades de conciliação dos Dissídios de Greve, que ainda estão tramitando.

Reiteradas vezes os dirigentes da Intersul refutaram as pretensões da Empresa em fazer os descontos agora, alertaram sobre a análise em andamento no TST, todavia, a CGT Eletrosul já havia iniciado os descontos no mês abril e insistiu na pretensão de efetuar novos descontos nos meses subsequentes.

Como não houve disposição da CGT Eletrosul em suspender os descontos e voltar a dialogar com as entidades, a Intersul solicitou e foi deferida no TST medida cautelar, proibindo os descontos. Acatada a solicitação, o TST determinou a devolução dos valores já descontados e, até que o TST se pronuncie de maneira definitiva sobre a Greve, proibiu novos descontos.

A pressa da CGT Eletrosul em efetuar os descontos rapidamente e não reconhecer a negociação em curso com a Eletrobras e a existência de um processo de conciliação no TST mais parece uma tentativa de punição ou retaliação aos trabalhadores. Típico desta gestão mantida por um Governo que não se furta a atacar e perseguir os trabalhadores. A Intersul continuará envidando os esforços necessários e possíveis para defender os trabalhadores destas “posturas empresariais” abusivas e influenciadas por assessorias que costumam mandar “recadinhos” pelas “redes sociais” para criticar a postura das entidades sindicais e suas lideranças.

Ao mesmo tempo, a Intersul mantém a disposição para tratar e negociar impasses como este dos dias parados e outros de forma mais coerente e sensata com a direção da empresa, atropelos e a tomada de decisões equivocadas que acabam tendo de ser revistas. No entanto, é preciso que a Alta Direção passe a ouvir mais a posição das entidades representativas dos trabalhadores, se de fato quer amenizar os conflitos.

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