TRIBUNA LIVRE | Votar para quê?
Por Dinovaldo Gilioli, Escritor, ex-dirigente do Sinergia
Os populares “santinhos” ainda resistem ao tempo. Ao abrir minha caixa postal, lá estavam eles sedentos por um eleitor, uma eleitora dispostos a ler as promessas dos candidatos e candidatas a cargos do executivo e do legislativo estadual e nacional.
Há algum tempo atrás esse tipo de propaganda, sem o advento da Internet, era uma forma efetiva de comunicação. Hoje, talvez apenas sirva de cola na hora de votar.
Ainda mais numa eleição onde serão eleitos(as) deputados(as) estaduais e federais, senadores(as), governadores(as) e o presidente da república.
Apesar da acirrada disputa para todos os cargos, não percebo um clima propício à participação do eleitorado.
Há uma desmotivação quase generalizada. Parece que as pessoas não enxergam a política como algo concreto e capaz de ajudar a melhorar suas vidas. Há um senso comum de que os políticos são todos ladrões e só pensam em si, no seu grupo.
Pior para os políticos? Não! Independente do que pensamos, eles, elas, continuarão se elegendo. Pior para você, para mim, para todos que não atentamos sobre a importância da política em nossas vidas. Quando reclamamos de uma rua esburacada ou do precário atendimento em várias áreas, devemos lembrar que isso é determinado ou resolvido por ações políticas.
Ignorar esse fato e votar em qualquer candidato(a), sem antes conhecer a sua história, o posicionamento do seu partido, não ajuda em nada. Gostemos ou não de política, ela interfere direta ou indiretamente em nossa vida. Nesse sentido, mais do que um dever e um direito, votar com consciência é uma maneira de contribuir para melhorar a cidade, o estado, o país. Nossa vida, enfim.
Pense nisso!


