Tribuna Livre: Operário brasileiro em 2022

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Por Moacir Antonio Haboski, jornalista, celesquiano, dirigente do STIEEL

Este será um ano árduo para a humanidade (não que os demais não fossem/serão), especialmente para a sociedade brasileira, ainda mais para os/as trabalhadores/as empregados (sobre os informais, falaremos em outro momento). Como o ser humano vive das escolhas e suas consequências, a melhor destas vitrines, é o Brasil atual. Escolhas acertadas, probabilidade de bons feitos/frutos. Más optações, tristezas a vista. Não se foge à regra. Mas como acertar ou errar menos na hora de decidir?

Fora as decisões pessoais, familiares, sociais gerais, cotidianas e, definindo a mira para um ponto específico, fazendo um direcionamento às questões profissionais de trabalhadores/as da classe assalariada, a maioria das opções sobre seu trabalho (salário, segurança, direitos, dignidade [?]), precisam ser decididas no coletivo: “- Ah, mas eu posso negociar sozinho um melhor salário diretamente com meu chefe!” Mas o colega também pode.

E o chefe negocia direto com o patrão, que é quem manda e que poderá ignorar tua “negociada”, podendo aumentar ainda mais teus afazeres em condições de trabalho ainda piores, fazendo tua alegria durar menos que o salário. Este recorte bizarro, é atual/corriqueiro, no Brasil pós-destruição da CLT, precarizações dos direitos sociais e deforma previdenciária. Um cotidiano fruto das escolhas (isso, sem entrar em méritos político partidários). O que foi salvo desta degola/destruição dos direitos, estava sob a proteção do manto, das estruturas das lutas e conquistas coletivas.

Está posto/cristalino que nossas razoáveis/boas escolhas, devem sim serem feitas no coletivo. Com nossas representações legais, de classe. À luz da realidade, sindicatos/agremiações legitimados (expurgando-se sempre as pelegagens, infiltrados, encostos). Nenhuma dúvida que as decisões de respeito, para a classe trabalhadora, são feitas coletivamente pela representação sindical e afins. “- Ah, mas os sindicatos têm orientações políticas!” As leis trabalhistas (todas as leis!) são aprovadas por políticos. As regras/legislações e a existência das empresas (que nos dão o trabalho) são controladas conforme o governo quiser, que também é um ente político.

Viver é um ato político! Não gostar de vínculo político partidário é natural. Não querer entender e nem analisar criticamente os efeitos deste, em cada instante de nossos dias, nos levará ao caos social abissal. Logo, os sindicatos são um referencial para a interpretação destas leis políticas e sua tradução para a nossa luta de classe, sugerindo-nos as melhores escolhas.

É normal discordar com alguns direcionamentos do sindicato que nos representa, porém, ajudá-lo a melhorar na sua atuação é nossa obrigação moral. Com certeza será ele que decidirá nosso futuro empregatício. Um sindicato forte e ordeiro é sinônimo de emprego e ganhos seguros. Procure sua representação profissional, filie-se e ajude-a na construção de condições de trabalho melhores.

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