Tribuna Livre: A eleição para o Conselho da Celos e a Celesc pública

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Por Leandro Nunes da Silva, representante dos empregados no Conselho de Administração da Celesc

No dia 19 de setembro os trabalhadores(as) ativos da Celesc e os aposentados assistidos pela Fundação elegerão duas chapas para representá-los no Conselho Deliberativo da CELOS. Todos(as) terão direito a votar duas vezes, diretamente no site da Fundação, de qualquer computador com acesso a internet. O Conselho Deliberativo da CELOS é o equivalente ao Conselho de Administração da Celesc, onde represento os trabalhadores(as) desde 2015.

É sem medo de errar o cargo mais indicado na estrutura de uma organização a ser ocupado por alguém que tenha diálogo e apoio dos sindicatos representativos da categoria. Sem o apoio dos sindicatos da Intercel eu não teria colocado em prática praticamente nada que fiz no meu mandato no Conselho da Celesc. As boas ideias se limitariam a isso, somente ideias, e pouca coisa de prático teria saído do papel.

A transparência das minhas ações, com percorridas de prestação de contas, cartilhas de balanço anual, boletins do conselheiro, interlocuções na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional não teriam acontecido sem o apoio político e financeiro dos sindicatos, através da aprovação dos sócios das entidades que autorizaram os sindicatos a sustentarem o meu mandato.

Conheço bem como é representar os celesquianos(as) em um órgão colegiado desse porte. Sei das dificuldades, das responsabilidades, e da necessidade de suporte, do auxílio de entidades fortes e comprometidas com todos(as) os trabalhadores(as), independente de divergências políticas ou oposição corporativa.  No Conselho devemos ter como objetivo maior o bem da empresa/fundação, independente se gostamos ou não dos diretores eleitos ou indicados.

Lá, aprovamos o orçamento à realização das ações relacionadas ao negócio da organização, sempre para o bem dos participantes, considerando a nossa maior bandeira: a manutenção da Celesc Pública. O Conselho não tem poder de polícia, e não pode se limitar a perseguir ex-conselheiros ou diretores por divergências políticas. Cabe aos conselheiros se limitarem às atribuições relacionados ao seu cargo, encaminhando e votando os temas com isenção e responsabilidade.

Essa eleição que será realizada no dia 19 de setembro não será para o Conselho Fiscal, como os candidatos das outras chapas parecem acreditar, mas para um órgão propositivo que deverá pensar estrategicamente o futuro da CELOS. E para isso, a minha experiencia demonstra que é importante ter capacidade de mobilização para estancar processos privatistas ou de exclusão de direitos dos trabalhadores(as).

Os candidatos apoiados pela Intercel, chapas 01 (Geraldo e Bruno) e 02 (João e Alei) possuem experiencia de debates em espaços colegiados e histórico de luta em prol da categoria. Sempre defenderam o interesse coletivo antes do desejo pessoal, e foram preparados para ocuparem esses espaços. Existem aqueles que tentam desqualificar os candidatos das chapas apoiadas pela Intercel por não serem concursados como universitários na empresa. Eu sei bem como isso funciona, eu também não era quando fui eleito ao Conselho de Administração da Celesc.

Lembro bem que na minha primeira eleição, uma candidata de oposição gostava de me taxar como “inculto” por ser um “simples atendente”. Penso que o resultado do meu trabalho demonstrou o quão errado e preconceituoso era essa forma de definir as pessoas. Eu sempre me orgulhei muito de ser atendente comercial na Celesc, que nada tem de “simples”, assim como os nossos candidatos certamente possuem um imenso orgulho de terem iniciado a sua trajetória na Celesc como assistentes administrativos, eletricistas ou técnicos.

Os quatro candidatos que apoiamos possuem experiência, formação acadêmica e política para nos representarem. Eu confio neles, acredito na honestidade e comprometimento de todos, e por isso estou percorrendo os locais de trabalho em campanha nessa eleição. O que está em jogo é uma eleição onde a manutenção do equilíbrio de forças dentro do “Conselho de Administração” da CELOS é fundamental à manutenção de uma CELOS forte (que vem batendo meta atuarial nos últimos 24 meses e aponta para um futuro cada vez mais promissor), e da nossa Celesc Pública, patrimônio dos celesquianos(as) e dos catarinenses.

Não podemos repetir o erro recente de eleger uma candidata ao Conselho Deliberativo da CELOS com promessas de transparência, independência e visitas às Agências Regionais que, no final das contas, não cumpriu nada do que prometeu. O discurso ofensivo contra os sindicatos é o mesmo, até parte da chapa é a mesma e espero que todos(as) recordem onde isso acabou: mais um voto da patrocinadora em quase todos os temas tratados no Conselho. Por tudo isso e um pouco mais, não esqueçam: dia 19 de setembro, eu apoio e voto nas chapas 01 e 02, e peço o seu voto de confiança! Um abraço.

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