Relatório revela precariedade em unidades da Celesc em Rio do Sul
Parceria entre Sintevi e CIPA local identifica problemas de segurança, manutenção e acessibilidade em polos e lojas de atendimento
Na Agência Regional de Rio do Sul da Celesc, uma parceria firmada entre o Sintevi — sindicato que representa a categoria na região — e a Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes (CIPA) local resultou na realização de um diagnóstico das condições de saúde, segurança e infraestrutura dos ambientes de trabalho.
A iniciativa teve início após a posse da diretoria da CIPA para o mandato de 2026, quando foi identificada a necessidade de avaliar a situação dos polos operacionais,
lojas de atendimento e da própria Agência Regional. O Sintevi assumiu a condução das visitas técnicas, com o objetivo de levantar problemas estruturais e especificidades de cada unidade, consolidando as informações em um relatório documentado, com registros fotográficos, a ser encaminhado à gerência regional para as devidas providências.
Durante as inspeções, no entanto, foram constatadas situações consideradas críticas em diferentes locais. Entre os principais problemas identificados estão subestações e pátios sem manutenção adequada, com vegetação alta — em alguns casos superior a dois metros — além de infiltrações, presença de mofo e danos estruturais.
Almoxarifados apresentaram comprometimento em telhados, com risco potencial de desabamento. Nas lojas de atendimento, também foram verificados pontos recorrentes de infiltração e mofo, além de relatos de falta de manutenção em sistemas de ar-condicionado.
Em algumas unidades, trabalhadores informaram que os equipamentos permaneceram inoperantes durante todo o verão. Foram registradas ainda a ausência de filtros de água e condições inadequadas de mobiliário, incluindo cadeiras em situação precária para uso dos consumidores.
Outro aspecto apontado diz respeito às condições sanitárias, especialmente em relação às caixas d’água de imóveis próprios da empresa. Segundo relatos de trabalhadores, além de serem compostas por amianto, essas estruturas não passam por processos regulares de limpeza, havendo inclusive indícios visíveis de impurezas na
água em determinados postos de trabalho.
O levantamento também evidenciou problemas de acessibilidade. Diversas lojas de atendimento apresentam calçadas danificadas ou irregulares, com obstáculos que
dificultam a circulação. Em alguns casos, as rampas de acesso existentes não atendem aos requisitos mínimos de acessibilidade, tornando-se, na prática, inutilizáveis.
De acordo com o relatório, os problemas identificados variam conforme a unidade, mas indicam um padrão de deficiências estruturais e de manutenção. A avaliação das entidades envolvidas aponta para a necessidade de maior atenção por parte da direção da empresa, tanto no que se refere às condições de trabalho dos empregados quanto à qualidade do atendimento oferecido à população catarinense.







