Processo de privatização da Eletrobras segue em análise no TCU e no Judiciário

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Assunto foi pautado para esta quarta-feira, dia 08 de dezembro

Na última quinta-feira, 02 de dezembro, o ministro Aroldo Cedraz, relator da privatização da Eletrobras no TCU, publicou despacho em tom forte, dirigindo-se ao Ministério de Minas e Energia. Cedraz, entre outros pontos, identificou graves falhas na modelagem econômico-financeira da privatização da companhia — com subavaliação de ativos —, que causariam uma diferença de R$ 16,2 bilhões no valor da privatização.

Mesmo neste contexto, o ministro relator sofreu fortes pressões em reuniões com o governo e, surpreendentemente, incluiu o assunto na pauta desta quarta- -feira, dia 08, última sessão do TCU de 2021. Vários setores da sociedade têm mostrado descontentamento com a modelagem da privatização, o aumento da conta de luz e as diferenças de valores grosseiras. Na terça-feira, dia 07, no Twitter, a hashtag #EletrobrasnoTCU foi um dos dez assuntos mais comentados do Brasil.

A Folha de S.Paulo mostrou também na terça-feira outros problemas para a venda da companhia. Grandes consumidores de energia, por meio da Abrace, enviaram carta ao Ministério de Minas e Energia alertando para um sobrepreço nos cálculos, verificado por bancos de investimento que avaliam o negócio.

Os dados usados pelo governo são de 2019, anteriores, portanto, à crise hídrica. Segundo o governo, a venda deve movimentar cerca de R$ 150 bilhões, dizem os bancos.

Mas o valor poderia cair para R$ 130 bilhões a R$ 140 bilhões, se os dados fossem atualizados. O TCU tem mais um elemento para analisar e não pode ter pressa na análise da venda da companhia.

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