Plano de saúde: diretoria manifesta premissas e retoma debate sobre passivo atuarial do plano de saúde dos celesquianos

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Após formalizar correspondência, Diretoria da Celesc chama sindicatos da Intercel para retomar o debate sobre passivo atuarial

Conforme acordo coletivo aprovado pelos trabalhadores em agosto, os sindicatos da Intercel e a Diretoria da Celesc retomaram na última semana o debate sobre o passivo atuarial do plano de saúde do empregados da Celesc. Pelo Acordo assinado, o debate envolve premissas como a mudança da forma de custeio do atual plano de saúde, fixando a parte da Celesc pelo Índice Nacional de Preços Amplo (IPCA) e a criação de um novo plano de saúde, com coberturas inferiores e, consequentemente, custo mais acessível aos empregados.

Neste contexto, a Diretoria da empresa encaminhou na última semana uma correspondência à coordenação da Intercel reafirmando as premissas da empresa no debate e convocando uma reunião para debater o tema, realizada sexta-feira, dia 05. Na reunião, o Diretor de Geração e Novos Negócios, Pablo Cupani Carena, apresentou a visão da Diretoria, afirmando que a mesma estava aberta a uma construção conjunta. Pablo reafirmou que é fundamental para a empresa a redução do passivo atuarial e que a mudança na forma de custeio e um plano de saúde mais barato são os meios considerados pela administração para viabilizá-la.

Apesar de detalhar alguns pontos, as manifestações de intenção da Diretoria permanecem muito genéricas, o que na visão dos sindicatos da Intercel traz riscos que não podem ser assumidos pelos trabalhadores. Com relação à mudança na forma de custeio do plano de saúde, fixando a parte da Celesc pelo IPCA, a Diretoria propõe a criação de um fundo, onde aportaria valores em 10 anos para equalizar as despesas, não repassando para os trabalhadores todo o custo dos reajustes do plano.

Entretanto, a questão ainda carece de detalhamento, pois a sustentabilidade do plano e as condições futuras de pagamento da parte dos trabalhadores precisa ser garantida, para além dos 10 anos propostos. A questão do novo plano de saúde também carece de delimitação. Na apresentação, a redução dos valores é muito inferior à expectativa da categoria, além de contar com pontos controversos sobre compra de direitos pós-emprego e cenários incertos sobre migração entre o plano atual e o novo plano. Os sindicatos cobraram da Diretoria uma minuta de proposta com todo o detalhamento da visão da empresa para que, a partir dela a negociação possa fluir.

Entretanto, os sindicatos deixaram claro que diante de tantas incertezas, o curto tempo prejudica a construção de uma proposta que atenda os anseios dos trabalhadores, respeite seus direitos e traga benefícios à empresa, uma vez que, conforme determina o ACT do Passivo Atuarial do Plano de Saúde, a proposta da empresa deverá ser avaliada pelos trabalhadores em assembleias realizadas pelos sindicatos da Intercel até o dia 25 deste mês, ou seja, daqui a duas semanas. Desde o início desta semana, os sindicatos da Intercel estão percorrendo as bases e conversando com os trabalhadores, informando a categoria.

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