Paralisação mantida na holding e na sede de Furnas

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Trabalhadores da CGT Eletrosul e outras empresas encerram greve

A manifestação do Ministro do TST no sentido de que todas as greves fossem encerradas até dia 10/03 para dar prosseguimento à conciliação dos dissídios provocaram novas assembleias em todas as empresas que haviam retomado a greve a partir do dia 07/03. Na maioria, as greves foram encerradas.

As opiniões muito divididas nas assembleias que suspenderam a greve na CGT Eletrosul, igualmente se dividiram nas assembleias das outras empresas da Holding Eletrobras. Isso demonstrou vários pontos. Um deles, a difícil conjuntura enfrentada pela sociedade e pela classe trabalhadora, em especial, após o golpe que derrubou Dilma para eleger Bolsonaro.

A tônica a partir de então, foi a de promover a falsa informação e fomentar a discórdia. Para combater este famigerado processo, faz-se necessário, mais do que nunca, exercer a cidadania e respeitar tanto o resultado quanto o entendimento e as motivações que levam cada um e cada uma a fazer suas opções no processo democrático.

Devemos saudar cada um e cada uma que lutou nas batalhas travadas até agora, seja nas greves em frente aos portões das empresas, seja tentando convencer aqueles que não fazem a luta ou que estavam contribuindo diretamente para a privatização da empresa. Também agradecemos aqueles que contribuem financeiramente para que as entidades representativas façam a luta no campo jurídico.

Também nos cabe lembrar a todos e a todas que nada está perdido! Somos todos lutadores e lutadoras na essência desde a criação dos sindicatos e da formação da consciência de classe dos trabalhadores, e principalmente não podemos deixar de compreender que nossos maiores inimigos não são os que lutam ao nosso lado, ainda que
alguns estejam inseguros sobre o caminho a seguir em determinados momentos.

Se tratarmos nossas opiniões divergentes sem a devida compreensão dos dilemas que nos cercam, estaremos indo rumo a completa destruição da nossa unidade. Cientes de todos os problemas, precisamos nos apoiar, e não nos condenar uns aos outros sob a acusação de que uns lutam mais, outros menos. Por isso, nos cabe mais uma vez levantar a cabeça, tendo em mente que logo ali na frente haveremos de nos deparar com mais uma nova batalha. A Conciliação do Dissídio no TST tem data marcada e vai passar. A pauta de reinvindicações para o próximo Acordo Coletivo de Trabalho já está em vias de ser entregue. E nunca é demais repetir, a luta continua!

Não podemos deixar de compreender que nossos maiores inimigos não são os que lutam ao nosso lado, ainda que alguns estejam inseguros sobre o caminho a seguir em determinados momentos.

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