Paralisação da Celesc

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Celesquianos paralisam atividades contra ataques da Diretoria da Celesc à organização sindical

Os ataques da Diretoria da Celesc às representações e à organização dos trabalhadores através dos sindicatos da Intercel, realizados na última rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2021/22, com a proposta de redução de dirigentes sindicais liberados de 13 para 10, mobilizou os trabalhadores que, em ato de repúdio, paralisam as atividades nesta quinta-feira, dia 09, quando deve ocorrer a terceira rodada de negociação.

A paralisação dos trabalhadores é um recado claro à Diretoria da Celesc de que a categoria não aceitará a tentativa de fragilizar a organização e mobilização dos celesquianos em defesa de seus direitos e em defesa da Celesc Pública. Mais do que isso, os trabalhadores da Celesc tem consciência de que os ataques aos sindicatos da Intercel ocorrem porque são as entidades sindicais que impedem o aprofundamento de uma política privatista na Celesc, algo que sempre foi objetivo desta Diretoria.

Após um período de relativa calmaria na empresa, motivado pela fragilidade do Governo do Estado durante os processos de impeachment do último ano, a Diretoria da Celesc retomou a sua verdadeira face: a de inimiga dos trabalhadores e da Celesc Pública. Oculto sob as incertezas de continuidade do Governo, o ódio às representações dos celesquianos voltou à tona neste Acordo Coletivo. Se em 2020 a “nova postura” da Diretoria na mesa de negociação foi elogiada, personificada no então Diretor de Gestão Corporativa, Pablo Cupani, tudo não passava de farsa.

E a farsa ficou evidente na segunda rodada de negociação. Apesar de manter uma cordialidade na mesa, é evidente que o agora ex-diretor de gestão corporativa não passa de um porta-voz da visão de consenso na Diretoria: é preciso atacar os sindicatos para abrir caminho para a destruição dos direitos e para a privatização da Celesc. E o grande responsável é o Presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins.

Afinal de contas, foi ele que pediu “um voto de confiança” ao trazer para si a responsabilidade das negociações coletivas e das relações sindicais ao entregar de bandeja a Diretoria de Gestão Corporativa no colo da EDP. Lembrando do histórico do Presidente, fica ainda mais evidente a necessidade de representações fortes para lutar contra a privatização e contra a retirada de direitos.

Ainda em 2019, Cleicio pregava a retirada da Garantia de Emprego e pedia o poder de demitir trabalhadores. Tratava trabalhadores como inimigos, tendo colocado um segurança armado na porta do Conselho de Administração. Encaminhou, ainda, uma reestruturação que visava, em um curto espaço de tempo, destruir as regionais. E, de novo, deu a Diretoria responsável pelos direitos dos trabalhadores para um Diretor indicado pelo acionista minoritário que mais busca a privatização da Celesc.

Nos últimos tempos o Presidente tem buscado uma guinada em sua imagem: elogia trabalhadores, percorre regionais e até promove churrascos. Mas, no fundo, a nova imagem parece um disfarce. Aliás, na reunião com o Governador, Cleicio foi um dos entusiastas da ideia de esquecer os embates passado e olhar adiante. Será que lá o presidente mentiu? Nesta quinta-feira, a terceira rodada de negociação precisa trazer avanços e a derrota dos ataques da Diretoria.

É preciso respeito com representações que lutam pelos trabalhadores e em defesa da Celesc Pública. A categoria se manterá unida, mobilizada e disposta ao embate em defesa de suas representações.

A paralisação dos trabalhadores é um recado claro à Diretoria da Celesc de que a categoria não aceitará a tentativa de fragilizar a organização e mobilização dos celesquianos em defesa de seus direitos e em defesa da Celesc Pública. Mais do que isso, os trabalhadores da Celesc tem consciência de que os ataques aos sindicatos da Intercel ocorrem porque são as entidades sindicais que impedem o aprofundamento de uma política privatista na Celesc, algo que sempre foi objetivo desta Diretoria.

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