Modo de vida indígena e modo de vida não-indígena: uma grande diferença

Compartilhe este conteúdo

A escola da Tekoá Marangatu, aldeia guarani em Imaruí/SC, é, atualmente, a única do Brasil a oferecer magistério indígena. Ensina indígenas a serem professores bilingues, guarani-português, para que possam trabalhar em outras aldeias. A escola segue o modo de vida guarani, o ñande rekó, ao mesmo tempo em que ensina aos guarani da Tekoá, o modo de vida dos não-indígenas, que é importante para que eles consigam se expressar fora da aldeia e se integrar melhor a um modo de vida diferente. E isso permite aos não-indígenas aprenderem com eles.

Na cidade, vivemos um modo de vida que, na sociologia, recebe o nome de capitalista industrial, onde se trabalha para pagar contas e, por termos dívidas, trabalhamos. Isso pode alienar a pessoa a um sistema no qual nem se sabe de onde vem sua comida, tudo chega pronto e rápido ao seu prato, basta ter dinheiro. Perde-se a conexão com a natureza e com a própria origem natural do ser humano e, assim, doenças como depressão e ansiedade, acabam se tornando comuns. O modo de vida industrial explora os recursos e as pessoas até a exaustão.

Já o modo de vida guarani é diferente: eles sabem de onde vem a comida e os recursos, pois conhecem os ciclos da natureza. E sabem que se não tratarem bem a natureza, tirando só o necessário para viver, não vai ter comida. É um modo de vida que visa o equilíbrio e o respeito, sem exploração. Aprendemos com o modo de vida guarani sobre o equilíbrio humano-natureza, coisa que perdemos no nosso cotidiano urbano, industrial, onde humanos são máquinas e natureza é só recurso de exploração.

Temos muito a aprender com os povos indígenas e a Ação Amigos da Aldeia, da ONG Instituto Sérgio Murilo, tem esse objetivo. Desde 2017, os voluntários da ONG são recebidos na aldeia como amigos, todo mês, levam donativos arrecadados entre pessoas conhecidas, e se sentam para escutar suas histórias. É uma rede de amigos que compartilham o valor da educação.

O que aprendemos com a Tekoá é compartilhado em nosso Instagram – convidamos você a conhecer: @kaminowazadojo e @zen_jizenji Saiba mais e venha ser um Amigo da Aldeia: institutosergiomurilo.com.br/acoes/.

Texto e foto de Juliana Frandalozo – Assessora de Comunicação do Instituto Educacional e Cultural Sérgio Murilo

Print Friendly, PDF & Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *