Mentira compulsiva: CEO da EDP mente de novo defendendo privatização da Celesc

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Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade. A máxima da propaganda nazista parece ser, também, o lema do CEO da EDP Brasil, João Márquez da Cruz. Desde que assumiu o posto mais alto da acionista minoritária da Celesc, ele tem se dedicado a mentir publicamente, aumentando o tom e a agressividade para privatizar a estatal catarinense. Infelizmente, um mentiroso com acesso livre à mídia é ainda mais perigoso.

João Marquez da Cruz tem apostado na lógica nazista e se aproveitado da lógica capitalista: mente compulsivamente através de jornais e revistas e não é contraposto, uma vez que a grande mídia não abre espaço para que as representações dos trabalhadores o desmintam. Depois de dizer que a Celesc não pode ser uma ilha, Cruz retomou o discurso de que a EDP assumindo o controle da estatal catarinense daria um salto de qualidade para o Estado, por que teria mais capacidade de investimentos. “Nós somos acionistas minoritários. Não controlamos a Celesc. Gostaríamos de controlar. Por isso eu diria que está mais nas mãos dos senhores do que na minha a melhoria da qualidade dos serviços de energia no Estado de Santa Catarina. Em qualquer parte do mundo, privatização é solução. Não faz sentido o Estado ter empresa de eletricidade”, disse em evento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), noticiado pela coluna de Estela Benetti, no portal NSC.

De acordo com a coluna, Cruz afirma que “Santa Catarina é um dos estados que estão no topo do Brasil, mas quando se olha para o fornecimento de eletricidade, vê-se uma empresa subcapitalizada, que não tem capacidade de fazer os investimentos que são necessários para manter a qualidade dos serviços”. A mentira de que a privatização traz, automaticamente, uma melhora na qualidade do serviço prestado à população talvez seja a mais antiga já contada para justificar a venda do patrimônio público.

Mais do que isso, ela é facilmente comprovada quando há vontade de se buscar as informações. Nesse cenário, quando o CEO de uma empresa privada que controla duas concessões de distribuição (EDP Espírito Santo e EDP São Paulo) faz criticas à Celesc Pública, nos resta comparar os dados das empresas para demonstrar que tudo não passa de mentira.

João Marquez da Cruz tem apostado na lógica nazista e se aproveitado da lógica capitalista: mente compulsivamente através de jornais e revistas e não é contraposto, uma vez que a grande mídia não abre espaço para que as representações dos trabalhadores o desmintam.

Mentiras, falta de ética e um silêncio ensurdecedor do governo

Desde que comprou as ações da Celesc, a EDP deixou clara sua intenção de, a longo prazo, tomar o controle da empresa. Entretanto, se no primeiro momento a empresa se apresentava moderada em suas intenções, atualmente faz da mentira o único argumento para tentar conquistar apoio à privatização da Celesc. Não é admissível que o CEO da EDP acredite que suas mentiras não serão expostas.

Ao defender um “salto de qualidade” que viria de grandes investimentos, João Marquez da Cruz convenientemente se esquece de apresentar os resultados de suas próprias empresas: em todos os comparativos a EDP é pior do que a Celesc. A mentira compulsiva demonstra, também, falta de respeito com a população catarinense e com seus agentes políticos e econômicos.

A promessa de grandes investimentos, aliás, contrasta com a postura dos Conselheiros da EDP na Celesc, que, de acordo com o Boletim do Conselheiro nº 167, foram contrários ao descontingenciamento do orçamento para investimentos da Celesc na última reunião. A mentira dos privatistas já é esperada. No argumento, não há justificativas para entregar uma empresa que atende a sociedade com qualidade e responsabilidade há mais de 65 anos.

Entretanto, é preciso uma postura firme do controlador da Celesc. O Governo do Estado de Santa Catarina não pode ficar passivo diante dos ataques da EDP à Celesc e das constantes tentativas de enganar a sociedade catarinense. É preciso que o Governador Carlos Moisés, que tanto tem elogiado a empresa e seus trabalhadores, venha à público repudiar a fala do CEO da EDP, reafirmando que a Celesc não está à venda e que a empresa é fundamental para o desenvolvimento social e econômico do Estado de Santa Catarina.

Distribuir a PLR de forma igualitária não tem custos financeiros para a empresa. Só um custo político: reconhecer que, independente do cargo, todos são importantes para os resultados da empresa acabaria com a visão elitista e privatista que essa diretoria defende.

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