Intersul realiza plenária dos trabalhadores Eletrosul

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Trabalhadores da Eletrosul debateram a pauta de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho 2019 e ameaça de privatização

No último sábado, 16 de março, 80 delegados, entre trabalhadores e dirigentes sindicais de todas as áreas da Eletrosul estiveram reunidos em Florianópolis, para a realização da Plenária Intersul 2019.  O evento contou com uma análise da conjuntura nacional e internacional, proferida pelo Coordenador Técnico do DIEESE em Santa Catarina, o economista José Álvaro Cardoso.

Nesta, os trabalhadores puderam ter clareza sobre os ataques que a classe trabalhadora e os eletricitários sofrem nos últimos três anos, através da destruição da CLT e terceirização irrestrita, tentativa de privatização e retirada de direitos, culminando agora na tentativa criminosa de reforma da previdência e ataque à organização dos trabalhadores pelo estrangulamento financeiro das entidades sindicais.

Na discussão da pauta de reivindicações a serem apresentadas para a empresa neste ano, diante do cenário adverso que se impõe a nossa luta, o encaminhamento foi o de manter uma pauta enxuta, com poucos itens, mas que abrangem pontos importantíssimos da vida laboral dos trabalhadores, como a necessidade de se reestabelecer uma política permanente de contratação de novos empregados via concurso público, para reposição dos empregados aposentados nos últimos planos de demissão, que deixaram diversas áreas com enormes faltas de trabalhadores A entrega da pauta específica de reivindicações para a empresa será no dia 25/03 as 14hs na Sede da Eletrosul.

Os trabalhadores discutiram também os riscos decorrentes da extinção da Eletrosul através de sua incorporação pela CGTEE, esta história muito mal contada, que apesar das denúncias e cobrança de informações realizada pelos sindicatos, segue com questões importantíssimas sem resposta para a sociedade e para os trabalhadores, como a localização da sede da nova empresa, a viabilidade econômica da nova empresa, as possíveis demissões decorrentes da incorporação, a equalização das diferenças salariais entre as duas empresas, as contribuições e manutenção da Fundação Elos e do Plano de Saúde da Eletrosul, além dos impactos sociais e fiscais decorrentes de uma possível extinção da sede em Florianópolis.

Outro ponto de grande preocupação dos trabalhadores é a privatização da Eletrobrás, que apesar de pronunciamentos supostamente contrários por parte do atual governo durante as eleições, segue impávida e com notícias quase semanais sobre seu andamento pelo Ministério de Minas e Energia.

A Plenária deixa como saldo uma grande mobilização em torno das lutas a serem travadas no ano de 2019, como a campanha data-base, o pagamento da PLR, a luta contra a privatização e extinção da Eletrosul. Sabemos quem são os inimigos da Eletrosul pública, e nos levantaremos contra eles, unidos, em defesa de nossa empresa, de nossos empregos, direitos e de nossas organizações de classe.

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