Intersul reafirma luta por saúde e segurança como prioridade

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Nas últimas semanas vimos toda a mídia repercutir o aumento dos casos de contaminação e mortes por COVID-19, especialmente nos Estados da Região Sul, inclusive Santa Catarina, que chegou a aparecer como destaque em telejornais de grandes redes nacionais de televisão.

Na esteira das notícias de agravamento da pandemia, no dia 30/07 em reunião com o Diretor Administrativo, a Intersul buscou mais uma vez dialogar com a Direção da CGT Eletrosul sobre as medidas necessárias e possíveis para conter a contaminação que se espalha na Eletrosul, já sendo contabilizados 33 casos até o último dia do mês de julho, conforme boletim da própria empresa, enquanto que na Eletrobras já ultrapassamos 600 casos.

Infelizmente, na visão da Intersul, a Direção da CGT Eletrosul mantém sua postura reativa quando o assunto se refere às medidas de segurança dos seus próprios trabalhadores. Quanto aos pedidos da Intersul, reiterados em correspondências desde o início da pandemia, e até via judicial, a melhor resposta que a CGT Eletrosul se propôs a dar foi se furtar de cumprir suas responsabilidades recorrendo a Mandado de Segurança, para suspender liminares obtidas pela Intersul, que buscavam resguardar as melhores condições de segurança para os empregados.

Surpreendentemente, a justiça acatou o pedido da CGT Eletrosul, sem mesmo examinar integralmente as argumentações dos sindicatos e do próprio parecer do Procurador do MPT, pois a empresa além de não reconhecer os argumentos e o parecer, não juntou estas peças ao processo do Mandado de Segurança, aí sim fato que suscita a chamada litigância de má fé, que por sinal a Eletrosul chegou a acusar os sindicatos no decorrer do processo na primeira instancia.

Em resumo, de todas as tentativas da Intersul de estabelecer com a CGT Eletrosul alguma parceria ou princípio de colaboração para salvaguardar as melhores condições de trabalho, a saúde e segurança dos empregados, conforme buscam os sindicatos, o único compromisso assumido pela Direção da Empresa foi de estabelecer uma rotina de reuniões para troca de informações com as entidades, a atualização semanal do relatório de casos confirmados de contaminação, a possibilidade de integrar representantes das CIPAS no chamado Comitê de Crise que analisa as ocorrências e as medidas que são tomadas no âmbito da pandemia.

Para os sindicatos da Intersul, é muito pouco compromisso com a saúde, segurança e bem estar dos trabalhadores o que tem sido demonstrado pela CGT Eletrosul nesse momento, um dos mais críticos que atravessamos. Por esta razão, a postura das entidades que compõem a Intersul não se altera, continuamos a insistir para que não retornem os trabalhadores que se encontram trabalhando de casa, e ao contrário, que todas as atividades em que seja possível esta forma de trabalho passem a ser desenvolvidas em ambiente mais seguro sem a necessidade de romper o isolamento social, única forma eficiente de proteção contra a contaminação até que se tenha a vacina.

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