Intersul participa do Planejamento do Coletivo Nacional dos Eletricitários

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A Intersul participou do Planejamento do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) entre os dias 13 e 15 de janeiro na sede da ASEEL, em Brasília. A delegação da Intersul contou com a presença dos dirigentes Stefano Schafer e Zaca pela ARS, Cristina e Darlan pelo SENERGISUL, Tiago e Carlinhos pelo SINERGIA e Lúcio Pottmaier pelo SINTRESC e Eveline Marcolin pelo STIEEL.

A antecipação do Planejamento se deu pelo excesso de demandas neste ano em que a Eletrobras tem autorização para ser privatizada e a necessidade de se realizar o debate sobre o Acordo Coletivo de Trabalho, bem como os Planos de Saúde nas empresas e demais ataques aos quais os trabalhadores e trabalhadoras estão sendo submetidos pelo governo federal.

No evento foi realizada a reestruturação do CNE, que conta agora com cinco dirigentes na coordenação nacional. O clima de unidade prevaleceu sobre todo o encontro, que contou, na abertura, com uma fala da deputada federal Erica
Kokay (PT/DF). A parlamentar demonstrou preocupação com a velocidade do desmonte do estado promovido pelos governos Temer e Bolsonaro, com a aprovação da reforma trabalhista, do teto dos gastos (PEC-95/2019), da Reforma da Previdência, desestatização da Eletrobras entre outras mazelas.

Com relação à privatização da Eletrobras – já aprovada na Câmara e no Senado -, apresentou uma série de atrocidades e “jabutis” que, caso seja concretizado este ataque à Soberania Nacional, causará um grande prejuízo ao povo brasileiro: “privatizar a Eletrobras é pôr fim ao Programa Luz para Todos, é perder o controle da vazão de grande parte dos rios brasileiros, entregando-os para o capital especulativo.

Portanto, esta empresa tem uma importância enorme para o povo brasileiro”, resumiu Erica. E completou, argumentando que a fala de alguns pré-candidatos a presidente, como Luis Inácio Lula da Silva, que pretende reestatizar a Eletrobras caso ela seja privatizada, “gera muita insegurança dos que querem se apoderar da própria Eletrobras e faz com que possamos ter as condições de impedir a privatização da Eletrobras”.

A deputada demonstrou confiança na resistência a este processo de desestatização, que é uma luta histórica, colocando o seu mandato à disposição da causa. Por fim, parabenizou os eletricitários de todo o País que têm seguido em marcha nesta luta, fazendo um excelente trabalho para impedir este retrocesso.

O Planejamento ocorreu dias antes da deflagração da greve de empregados da Eletrobras, Furnas e CEPEL da base do Rio de Janeiro, que ganharam uma liminar na Justiça que impede a alteração no Plano de Saúde. O CNE se comprometeu a apoiar o movimento puxado pelos trabalhadores destas empresas. As ações estratégicas definidas pelo CNE nestes três dias serão colocadas em prática ao longo de 2022, com vistas a impedir o processo de
privatização da Eletrobras, bem como garantir um Acordo Coletivo de Trabalho justo para todos e todas

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