INTERCEL APRESENTA RECURSO POR UMA PLR MAIS JUSTA

Na última quarta-feira, dia 30, a Diretoria da Celesc divulgou o resultado da Participação nos Lucros e Resultados 2024 dos trabalhadores. A divulgação foi precedida por um trabalho de avaliação dos impactos do Projeto Conecte nos indicadores do Contrato de Gestão e Resultados e nos Acordos de Desempenho, conforme previsto no Acordo Coletivo de Trabalho de PLR do último ano.

Desde a negociação do ACT, que passou por uma greve dos trabalhadores contra ataques à estrutura da PLR, os sindicatos da Intercel alertavam que os impactos negativos da migração do sistema comercial não poderiam ser repassados aos trabalhadores, que já passaram o ano de 2024 sofrendo as consequências de um sistema que, até o momento, não funciona em sua plenitude. A Intercel cobrou durante a negociação que, por todo o período de aplicação do Projeto, os indicadores impactados fossem automaticamente considerados como cumpridos, afinal de contas, só é possível cobrar uma meta se as condições para cumprimento dela são disponibilizadas aos trabalhadores. À época, agosto do último ano, a Diretoria não aceitou, afirmando que os problemas seriam momentâneos e que seriam solucionados em pouco tempo, aceitando apenas contratar no ACT o expurgo dos impactos nos meses de maio, junho e julho.

Em 25 de abril a Diretoria da Celesc divulgou aos trabalhadores que “levando em conta os excelentes resultados financeiros, operacionais e regulatórios no último ano, decidiu ampliar o período de neutralização dos impactos do sistema Conecte na apuração dos Indicadores Gerais da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2024”. Segundo o comunicado, o ajuste previsto para maio, junho e julho seria estendido até dezembro. Ou seja, a Diretoria finalmente aceitou aquilo que a Intercel já havia proposto desde a negociação do Acordo.

A divulgação do resultado demonstra que houve um esforço importante da comissão que foi formada para avaliar os impactos do Conecte em cumprir com o contratado no ACT da PLR 2024 e “realizar uma análise aprofundada dos indicadores deste acordo, afim de identificar os impactos exclusivos do projeto” e “neutralizar os efeitos observados”. Este trabalho, somado à decisão do Conselho de Administração da empresa com certeza impediram que o cenário do último ano fosse reproduzido.

De acordo com o Boletim do Representante dos Empregados no Conselho de Administração, Paulo Horn, a Diretoria havia solicitado a revisão de apenas um indicador do Contrato de Gestão, que além de não ter reflexo para os celesquianos, cumpria com o papel exclusivo de possibilitar o pagamento de PLR para o Diretor de Geração e para o Presidente. A revisão dos indicadores diretamente impactados pelo Conecte foi ignorada, demonstrando que a Dietoria planejava rejeitar a revisão, seguindo a mesma história da revisão da PLR 2023, onde afirmou que não poderia conceder a revisão da PLR dos trabalhadores porque o Conselho não havia revisado os indicadores no Contrato de Gestão. A justificativa esconde uma decisão: o Conselho não poderia revisar um indicador que não foi nem apresentado pela Diretoria.

Além disso, a PLR dos trabalhadores não é vinculada à decisão do Conselho de Administração, sendo responsabilidade da Diretoria. Exatamente por isso, a manifestação do Conselho, apesar de redundante, uma vez que aponta a responsabilidade da Diretoria, serviu para não permitir a reprodução do ocorrido no pagamento da 2ª parcela da PLR 2023. A solicitação do Conselheiro Paulo Horn, acompanhada pelos demais conselheiros, impediu novo golpe e forçou a Diretoria a proceder com a revisão, que foi anunciada dia 25. Agora, a divulgação do resultado demonstra que houve um avanço na mitigação dos impactos do Conecte. Entretanto, para os sindicatos da Intercel, ainda é preciso revisar os impactos do Conecte sob a ótica das condições fornecidas aos trabalhadores.

Neste sentido, a Intercel apresentou recurso administativo, solicitando a revisão de 2 indicadores da parcela base (Perdas Totais e Prêmio Aneel de Qualidade); revisão dos indicadores dos Acordos de Desempenho (Parcela Adicional) conforme solicitação das Comissões de Gestão e Resultados; e revisão do impacto da inadimplência no lucro líquido (Parcela Lucro). Estes indicadores foram amplamente impactados e, apesar da revisão feita pela Comissão ter mitigado o impacto no resultado da PLR, os sindicatos que compõem a Intercel defendem que a revisão deveria considerar os indicadores como cumpridos, uma vez que os problemas decorrentes da migração do sistema comercial não são gerenciáveis pelos celesquianos e, sem condições de alcance é impossível cobrar a meta dos trabalhadores.

Conforme prevê o ACT de PLR, até o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados os sindicatos podem apresentar recurso administrativo e solicitar reunião com a Diretoria da empresa para debatê-lo. O recurso apresentado pela Intercel foi protocolado no dia 01 de maio, logo após a divulgação dos resultados, afinal de contas, sem os resultados divulgados, qualquer recurso é inócuo. É preciso ter em mãos os resultados para, detalhadamente e de forma técnica, apresentar a necessidade de revisão dos indicadores e seus impactos na PLR da categoria. Recursos genéricos servem apenas para tentar enganar os trabalhadores e isso precisa ficar claro.

A reunião para sustentação do recurso administrativo protocolado pela Intercel será realizada na próxima quarta-feira, dia 07, na Administração Central. Em anexo, divulgamos o recurso apresentado à Diretoria.

A Intercel cobrou durante a negociação que, por todo o período de aplicação do projeto, os indicadores impactados fossem automaticamente considerados como cumpridos, afinal de contas, só é possível cobrar uma meta se as condições para cumprimento dela são disponibilizadas aos trabalhadores.

O recurso apresentado pela Intercel foi protocolado no dia 01 de maio, logo após a divulgação dos resultados, afinal de contas, sem os resultados divulgados, qualquer recurso é inócuo. É preciso ter em mãos os resultados para, detalhadamente e de forma técnica, apresentar a necessidade de revisão dos indicadores e seus impactos na PLR da categoria. Recursos genéricos servem apenas para tentar enganar os trabalhadores e isso precisa ficar claro.

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