REUNIÃO TERMINA SEM RESPOSTAS SOBRE TEMAS ESTRATÉGICOS DA CELESC

A segunda reunião entre os sindicatos da Intercel e o presidente da Celesc, Edson Moritz, foi realizada nesta quinta-feira, 16 de julho. Embora o encontro também tenha servido para iniciar a organização do calendário de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, os sindicatos tinham a expectativa de obter respostas aos seis pontos apresentados em uma correspondência entregue ainda no mês de abril ao presidente da companhia. Entre os pontos da correspondência, estavam a realização de concurso público, o quadro de dotação, a visão da gestão da empresa em relação a Fundação Celos e a manutenção da Celesc Pública. Isso, porém, não aconteceu.

Durante sua breve participação na reunião, Moritz limitou-se a destacar a necessidade de controlar despesas, ampliar investimentos e enfrentar desafios estruturais do setor elétrico. Ao ser questionado sobre a defesa da Celesc pública, afirmou que o tema não está na sua pauta, mas que é de responsabilidade do governador Jorginho Mello, que já manifestou seu compromisso com a Celesc Pública até 31 de dezembro de 2026.

Ao final do encontro, os dirigentes afirmaram que o tempo da reunião não foi suficiente para que o presidente respondesse os questionamentos enviados pela Intercel em abril. Os sindicatos esperavam uma conversa aprofundada com o presidente, mas Moritz permaneceu apenas alguns minutos na discussão.

O diretor de Administração, Moisés Diersmann, reconheceu a limitação do tempo disponível do presidente e comprometeu-se a buscar uma nova reunião no dia 5 de agosto, para que Edson Moritz responda, item por item, às questões apresentadas pela Intercel.

Calendário do ACT começa a ser organizado
Apesar da ausência de respostas, a reunião avançou na definição do cronograma da campanha salarial. Ficou encaminhado que a pauta de reivindicações será entregue à empresa no dia 5 de agosto, após a Assembleia Estadual dos Empregados da Celesc, marcada para 1º de agosto.

A direção da empresa manifestou o desejo de concluir as negociações até o final de agosto.

Os sindicatos, por sua vez, defenderam que, se essa for a intenção da Celesc, será necessário um calendário mais intenso, de forma a garantir o debate de todas as cláusulas com atenção, especialmente as novas reivindicações e as bandeiras históricas da categoria.

A Intercel reafirmou que está disposta a negociar com agilidade, mas sem abrir mão de uma discussão aprofundada de cada ponto da pauta. Como destacou a representação sindical durante a reunião, o objetivo é evitar que as reivindicações dos trabalhadores sejam tratadas de forma apressada ou apenas formalmente.

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