Em audiência pública, Pinto Jr defende privatização da Eletrobras e incorporação da Eletrosul

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Presidente da Eletrobras vai a debate na Câmara dos Deputados e defende projeto privatista e extinção da Eletrosul.

O presidente da Eletrobras, Wilson Pinto, foi convocado pela Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados para explicar a modelagem de privatização da estatal. No entanto, durante a audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (7), o gestor embromou e não apresentou nada além de tentar justificar sua gestão privatista e defendeu a ampliação da venda do patrimônio Público.

Além disso, deu grande enfoque ao processo de incorporação da Eletrosul pela CGTEE. Não apresentou sequer um estudo ou parecer  sobre as eventuais vantagens ou riscos do modelo proposto ou para a  incorporação das subsidiárias. De acordo com a dirigente sindical Cecy Marimon, enviada pela Intersul para participar da audiência, as informações apresentadas pelo presidente da Eletrobras não correspondem à realidade.

“A incorporação “às avessas” da Eletrosul pela CGTEE na prática é um arranjo empresarial que não tem qualquer embasamento. Não foram apresentados em nenhuma instância estudos e pareceres que apresentem a legalidade, a fundamentação técnica e, especialmente, a necessidade e pertinência dessa forma de reestruturação societária”, destaca a dirigente.

Na visão da Intersul, a incorporação da CGTEE pela Eletrosul, seria mais lógica, mas esta possibilidade sequer esta sendo analisada pela gestão da Eletrobras. Ressalta-se que no modelo proposto a empresa menor, que é deficitária e tem apenas um ativo de geração, incorpora a empresa maior, de atuação regional, com melhor resultado econômico-financeiro e excelentes resultados operacionais.

Não há justificativas para esta distorção.  Durante a audiência, a bancada parlamentar de Santa Catarina se posicionou contra a forma de incorporação apresentada pela Eletrobras. O  deputado Coronel Armando, propositor da audiência, apresentou histórico e as diferenças de desempenho operacional e econômico financeiro entre  as duas empresas, destacando sua preocupação com os impactos que a falta de transparência neste processo podem causar.

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