Eletrobras faz contraproposta inaceitável para ACT 2019

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Assembleias definem novos encaminhamentos da campanha de data-base

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) acordou com a Eletrobras a prorrogação do ACT que findava em 30/04/2019 por mais 30 dias. Porém, como era de se esperar nestes “novos tempos”, a postura da Eletrobras na negociação do ACT, dia 24/04/2019, foi a pior possível em muitos anos. Uma proposta vergonhosa de congelamento de salários e benefícios com reajuste zero, diminuição da gratificação de fé­rias, congelamento do adicional por tempo de serviço (ATS), suspensão da aplicação do Avanço de Nível (SAN).

Como se não bastasse, a empresa propõe retirar clausulas fundamentais que estão no ACT para garantir aos sindicatos a possibilidade de defender os trabalhadores contra processos de demissão em massa, mudanças de Normas de Recursos Humanos, e por fim, ainda ataca à organização dos trabalhadores pela proibição de descontos das mensalidades e contribuições sindicais em folha de pagamento, além de impor maiores restrições às liberações de dirigentes sindicais.

Diante do lucro da Eletrobras de 13 bilhões anunciado no seu balanço anual, esta postura é sem dúvida mais uma “afronta” do presidente Pinto JR, aos trabalhadores. Estudos do DIEESE apontam para a clara recu­peração econômica do Sistema Eletrobras em 2018. Considerando uma amostra de 237 grupos, que inclui as maio­res: Vale, Petrobras e Eletrobras, o lucro líquido foi de 144 bilhões. Ao atingir o patamar de 13,3 bilhões que representa 9,2% desse montante, a Eletrobras comprova a sua grande relevância e se destaca no ce­nário econômico nacional.

A posição dos Sindicatos que compõem o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) nas assembleias,  é pela rejeição total da contrapro­posta da Eletrobras. É inaceitável, diante de um cenário posi­tivo para a Holding, atacar os trabalhadores com retirada de direitos básicos e históricos, conquis­tados com muita luta e sacrifícios de todos e de todas. Os sindicatos acreditam que esse tipo de proposta tem por finalidade tornar a empresa mais atra­ente para sua privatização. Porém, os trabalha­dores precisam resistir a mais este ataque, e defender seus direitos assim como a permanência da  Eletrobras sob o controle do Estado brasileiro. Eletrobras Pública, energia vital para o Brasil!

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