Eletricitários diante das eleições

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Mais uma vez trabalhadores vão optar entre dois projetos

As eleições do próximo domingo têm lu­gar certo na história do nosso país. Esta­mos na semana decisiva do que pode ser chamado de uma encruzilhada histórica. O resultado que sairá das urnas definirá os destinos do país para os próximos vin­te anos. Para todos os cargos em dispu­ta, Presidente, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, apesar da profusão de candidatos, a disputa es­sencialmente está colocada em termos de apenas dois projetos.

O povo brasileiro vai escolher entre a continuidade de um projeto de destruição dos direitos e conquistas pela diminuição do amparo social às populações menos favorecidas, ou a retomada de um projeto de soberania e desenvolvimento nacional, inclusivo, participativo e democrático. De um lado, aqueles que tomaram o poder através do golpe de 2016 e os que lhes deram sustentação ao longo de dois anos, com o único objetivo de retirar direitos, destruir a indústria em prol do financis­mo, gerar desemprego e pobreza, privati­zar o patrimônio e as empresas públicas. Do outro lado, aqueles que acreditam que a imensa riqueza de nosso país deve ser utilizada a favor de nosso povo, no de­senvolvimento de nossas capacidades e na melhoria de nossa sociedade, enfim, mais direitos, mais participação nas de­cisões, mais trabalho, mais dignidade. Em resumo, a eterna luta de classes nesse confronto do qual deriva o destino dos trabalhadores, inclusive os eletricitários. O futuro do setor elétrico brasileiro está em jogo nesta eleição.

Na hora do voto, é preciso ter em mente que a prática é a medida da verdade. Mais que discursos e promessas, deve-se es­tar sempre atento e lembrar quem esteve ao lado dos trabalhadores na defesa das empresas na luta contra a privatização e em todas as votações que ocorreram no Congresso recentemente para retirada de direitos. Não somente os candidatos, mas também na postura dos partidos políti­cos, pois é das direções destes que vem a orientação dos votos dos deputados.

Os trabalhadores sabem muito bem quem votou e continuará votando contra os interesses do povo brasileiro. E devem se lembrar portanto daqueles que deram apoio e guarida aos trabalhadores, na Câ­mara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas Estaduais enquanto a luta estava acontecendo. É somente com es­tes que os trabalhadores podem contar. E é nestes que os eletricitários devem votar. Sobretudo, nenhum candidato ou partido empenhado na retirada dos direi­tos trabalhistas, na entrega do patrimô­nio público, e na destruição dos valores democráticos, merecem o voto dos traba­lhadores. ELES NUNCA!

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