Eleições 2026: Direitos trabalhistas e previdenciários também estão nas urnas
No dia 4 de outubro, cada voto ajudará a definir os rumos do País e as políticas que terão impacto sobre trabalhadores, aposentados e empresas públicas
A eleição nacional de 4 de outubro se aproxima. Neste ano, a população brasileira elegerá deputados estaduais, deputados federais, dois senadores, governadores e o presidente da República.
Para a categoria eletricitária, a eleição é, também, uma oportunidade de refletir sobre temas que afetam diretamente a sua vida profissional e a aposentadoria. Questões como direitos trabalhistas, previdência, valorização das empresas públicas e condições de trabalho estarão entre os assuntos que continuarão sendo debatidos no Congresso, nas Assembleias Legislativas e nos governos estaduais e federal.
As mudanças promovidas pelas reformas trabalhista e da previdência nos governos Temer (MDB) e Bolsonaro (PL) também tiveram impactos sobre os trabalhadores do setor elétrico, incluindo alterações nas regras relacionadas à aposentadoria especial.
A categoria eletricitária teve retrocessos nesse período. Desde essas mudanças, os sindicatos da Intercel e da Intersul seguem lutando junto às centrais sindicais e à Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU) pela retomada dos direitos perdidos. Por isso, acompanhar o posicionamento dos candidatos e de seus partidos sobre esses temas é fundamental.
Não adianta votar em candidaturas de partidos que votaram majoritariamente favoráveis às reformas trabalhista e da previdência e esperar que estes direitos sejam retomados. Igualmente, não adianta votar em partidos que têm declaradamente como bandeira de luta a privatização das empresas públicas ou dos serviços públicos e achar que o seu emprego estará garantido. Não estará.
A análise não pode, de maneira alguma, se limitar ao candidato – ou à candidata. É fundamental conhecer o partido ao qual ele(a) está vinculado, seu programa, suas posições históricas e sua atuação nas principais votações. Afinal, o mandato não é exercido isoladamente: as bancadas partidárias têm papel decisivo na aprovação ou rejeição de projetos que afetam direitos sociais, trabalhadores e o patrimônio público.
Além disso, o voto na candidatura de determinado partido muitas vezes não elege o candidato que votamos, mas ajuda a eleger o candidato mais votado daquele partido – que, por vezes, pode ter ideias e propostas completamente opostas a quem depositamos nossa confiança na hora do voto.
Votar é um direito e uma responsabilidade. No dia 4 de outubro, participe das eleições e faça uma escolha consciente e bem informada. Não há espaço para erros.


