Desigualdade e revolta no Chile

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Exemplo dos conservadores, país se revolta contra políticas neoliberais

Nas últimas semanas uma série de protestos movimentou a América Latina. Tomado por uma onda conservadora e neoliberal, o continente parecia destinado a retomar um triste história de exploaração e subserviência às grandes pontências do capital. Mas o povo latino americano demonstrou que não aceitará calado os ataques neoliberais. A revolta no Equador foi responsável por demonstrar o início da 

Entretanto, é para o Chile que devemos olhar com esperanças. Recentemente, um reajuste nas tarifas de metrô serviu de estopim para manifestações populares. Tido como exemplo de modelo econômico pela direita latino americana, o Chile é um dos mais desiguais países da América Latina. Laboratório do neoliberalismo que dominou o continente durante a década de 90, o país andino privatizou, durante a ditadura sangrenta de Augusto Pinochet, diversos serviços públicos, como saúde e educação.

Além disso, o sistema previdenciário que traz a perversa lógica da capitalização – defendida pelo Governo Bolsonaro como exemplo para o Brasil – deixou uma população de aposentados miseráveis, explodindo as taxas de sucidio entre os idosos. O reajuste das tarifas foi apenas o início de manifestações contra um modelo econômico que aprofunda a desigualdade.

Em um momento histórico, os chilenos tomaram as ruas com a bandeira do povo Mapuche em punho – etnia indígena que mais resistiu à invasão dos espanhóis – demonstravam que é preciso olhar para as necessidades do povo, e não para o dinheiro.

Além de Chile e Equador, outro exemplo é o da Argentina, que rejeitou nas urnas a continuidade do projeto neoliberal de Maurício Macri. Após implementar as políticas neoliberais, cortar subsídios e recorrer ao FMI, jogando a população na pobreza absoluta, Macri foi derrotado por uma coalização de esquerda.

O despertar da América Latina é exemplo para o Brasil, onde o bolsonarismo vai destruindo as conquistas sociais e econômicas do povo brasileiro. Da mesma forma que na década de 90, o neoliberalismo aprofunda a desigualdade com um discurso mentiroso. Resta ao Brasil se inspirar nos companheiros latino americanos e tomar de volta o poder popular e o caminho da solidariedade.

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