De golpe em golpe

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Comissão eleitoral valida golpe, Diretoria aprova, mas não homologa e joga decisão para Conselho de Administração

O processo de golpe na eleição para Diretor Comercial teve mais um capítulo nesta quarta-feira, dia 12. Depois da campanha de mentiras e das pressões frustradas pela conscientização da categoria que rejeitou a eleição ilegal, não comparecendo às urnas e invalidando o processo por falta de quórum, a Comissão Eleitoral tentou, novamente, desrespeitar o desejo democrático dos trabalhadores validando uma recurso do candidato Claudio Varella e considerando-o eleito Diretor Comercial.

A Comissão Eleitoral, toda composta por indicados pela Diretoria da Celesc teve papel de tropa de choque dos diretores no desprezo às regras, normas e ética nesta eleição. No apagar das luzes, buscou ainda dar sobrevida ao golpe, homologando um diretor com base em uma interpretação conveniente de uma lei que nem se aplica à Celesc, uma vez que a lei que define a estrutura administrativa da empresa (Lei 13.570/05) e garante o direito dos trabalhadores de elegerem o Diretor Comercial determina a responsabilidade de aprovar as regras da eleição ao Conselho de Administração.

Demonstrando o comprometimento com o projeto de golpe da Diretoria Colegiada, a Comissão desrespeitou os próprios limites de sua atuação, uma vez que é seu papel fazer cumprir as regras aprovadas pelo Conselho, que determinam o quórum mínimo de 50% dos empregados para validação do processo eleitoral. No fim, foi traída pelos próprios diretores, que não homologaram a decisão.

Entretanto, o vínculo golpista entre a Comissão e a Diretoria fica ainda mais claro quando o comunicado enviado pelos diretores aos trabalhadores afirma que apesar de concordar com a manifestação da Comissão validando o golpe, não homologaria a decisão pelo risco de nulidade do processo e encaminharia ao Conselho de Administração um novo regulamento para um novo processo eleitoral.

Mais do que tentar proteger aqueles que mentiram em seu nome, o comunicado da Diretoria aponta para mais uma tentativa de golpe: a validação da eleição no Conselho de Administração. Ao afirmar que entende que a interpretação da Comissão é válida, a Diretoria dá uma orientação aos conselheiros do Governo de que eles podem ir em frente com o golpe. E, de golpe em golpe, a gestão da empresa vai preparando os ataques aos trabalhadores e à Celesc Pública.

Desde o início deste processo os sindicatos da Intercel tem denunciado o planejamento estruturado para a privatização da Celesc através do enfraquecimento das representações eleitas pelos trabalhadores. Atacando as representações, a Diretoria busca minar a resistência para futuras batalhas, como o Acordo Coletivo de Trabalho, a Participação nos Lucros e Resultados, a luta contra a terceirização e a segunda parte da reestruturação, que visa destruir de vez as Agências Regionais.

É preciso reagir aos golpes, demonstrando a união dos celesquianos em defesa da empresa pública e dos direitos dos trabalhadores. A próxima reunião do Conselho de Administração, que será no dia 20 de fevereito, próxima quinta-feira, será realizada sob forte mobilização dos trabalhadores. Os sindicatos da Intercel estão percorrendo os locais de trabalho, convocando a categoria para a luta. Acompanhem os encaminhamentos dos sindicatos e vamos juntos em defesa do nosso lema: CELESC PÚBLICA, BOM PARA TODO MUNDO!

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