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CNE cobra transparência, valorização e tratamento isonômico na negociação da PLR 2026 da Axia

ENTIDADE APONTA PROBLEMAS NA PROPOSTA APRESENTADA PELA EMPRESA, COMO AUSÊNCIA DE PISO, DIFERENCIAÇÃO ENTRE TRABALHADORES E MUDANÇAS NOS INDICADORES E CRITÉRIOS DE PAGAMENTO

Os sindicatos que integram o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) realizaram duas reuniões com a Axia Energia para discutir a proposta da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2026. Após analisar a primeira versão apresentada pela empresa, as entidades identificaram pontos que precisam ser modificados para garantir uma negociação mais efetiva, transparente e que preserve os interesses dos trabalhadores.

Entre os principais questionamentos apresentados pelo CNE estão a utilização de indicadores de liderança, a ausência de um piso para a PLR, a diferenciação entre trabalhadores nos Alvos 3 e 4, alterações nos indicadores e respectivos pesos e a restrição ao pagamento da PLR durante o aviso-prévio.

Indicadores de liderança
A proposta da Axia prevê a utilização de Indicadores da Liderança, que representariam 30% do peso da PLR 2026. Segundo a empresa, as diretorias abaixo da Vice-Presidência responderiam por esses indicadores, que não seriam apresentados aos sindicatos.

Para o CNE, é fundamental que os trabalhadores tenham conhecimento e possam acompanhar os indicadores que determinam a distribuição da participação nos lucros e resultados. A entidade avalia que condicionar 30% da PLR a metas desconhecidas gera insegurança e abre margem para uma avaliação unilateral pela empresa, comprometendo a transparência e a efetividade da negociação.

CNE defende manutenção do piso da PLR Outro ponto de preocupação é a ausência de um piso para o pagamento da PLR 2026. O mecanismo, implantado nos últimos anos, é considerado pelo CNE um avanço importante, especialmente para os trabalhadores que recebem os menores salários.

O piso tem como objetivo garantir uma distribuição mais justa dos resultados e evitar que os empregados com menor remuneração sejam os mais prejudicados no pagamento da PLR. Por isso, o CNE defende a manutenção do mecanismo e a negociação de um valor de piso para 2026, tendo como referência, no mínimo, o valor estabelecido na PLR de 2025.

Diferenciação entre trabalhadores

A Axia também propõe manter uma diferenciação na distribuição da PLR entre os Alvos 3 e 4. Pela proposta, o Alvo 3 seria destinado à maioria dos trabalhadores, enquanto o Alvo 4 seria aplicado aos trabalhadores de nível superior 3.

O CNE defende tratamento isonômico no pagamento da PLR 2026 e questiona a existência de mecanismos que estabeleçam condições diferenciadas entre trabalhadores.

Mudanças nos indicadores e pesos A proposta apresentada pela empresa também modifica alguns indicadores e seus respectivos pesos em comparação com a PLR 2025.

O CNE está analisando detalhadamente essas alterações, com o apoio de sua assessoria econômica, para verificar os impactos sobre os resultados e sobre o valor da
PLR que será efetivamente recebido pelos trabalhadores.

Restrição ao pagamento durante o aviso-prévio
Outro ponto que permanece em discussão é a restrição ao recebimento da PLR durante o período de aviso-prévio.

O CNE mantém seu posicionamento contrário à medida, por entender que ela contraria a legislação e o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), considerando que o período do aviso-prévio integra o contrato de trabalho.

Negociação continua
Para o CNE, a PLR é uma parcela importante para os trabalhadores e deve ser construída com transparência, critérios objetivos, possibilidade de acompanhamento das metas e tratamento justo e isonômico.

A entidade reforça que os trabalhadores precisam conhecer quais são as metas, como elas serão medidas e quais critérios determinarão o valor a ser pago. A PLR não pode ser uma caixa-preta.

As negociações com a Axia Energia continuam, com o CNE defendendo mudanças na proposta apresentada pela empresa para a PLR 2026.

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