Cerej: Categoria aprova contraproposta ao ACT 2026/2027

Data-base dos trabalhadores da Cerej era dia primeiro de maio

Após um dos períodos de negociação mais longos entre a Cerej e o Sinergia, finalmente trabalhadores e trabalhadoras apreciaram e aprovaram a contraproposta ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.

O Sinergia promoveu na semana passada três assembleias com trabalhadores: Na sede da Cerej, em Biguaçu, no posto de atendimento de Aguti, em Nova Trento, e no posto de atendimento de Pinheiral, em Major Gercino. A contraproposta da empresa foi aprovada pela maioria dos trabalhadores presentes.

Entre os pontos de avanço destacados pelo sindicato, estão a manutenção das cláusulas do Acordo 2025/2026 e reajuste pela inflação com ganho real nas cláusulas financeiras, totalizando 6,5%.

O dirigente do Sinergia Carlos Alberto de Souza, que participou das negociações, destaca os avanços: “Apesar de ter sido uma negociação mais difícil que em anos anteriores, onde tivemos a necessidade de pedir a mediação da Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego, a proposta final foi positiva, em nossa avaliação”. Carlos destaca que houve pequenas mudanças em duas cláusulas e que o sindicato acompanhará se as alterações não trarão prejuízos aos trabalhadores: “A cláusula da Pré-Aposentadoria e a cláusula de Danos Causados pelos Trabalhadores tiveram mudança de redação a pedido da empresa. Nós vamos acompanhar de perto para que nenhum trabalhador saia prejudicado com as mudanças propostas”.

Já o dirigente Leonardo Contin, que também participou das negociações representando o sindicato, apela para que no próximo ano a empresa deixe a agenda reservada para o mês de abril para as negociações do Acordo Coletivo: “Tivemos uma série de desgastes nas negociações em função da empresa não ter reservado datas no final de abril para as negociações. O papel do sindicato é resguardar os direitos dos trabalhadores. E não há como o sindicato silenciar ou se omitir sabendo que a vigência do Acordo está chegando ao fim e a negociação não foi realizada. A categoria não pode ficar nem um dia sem a vigência do Acordo Coletivo”.

Leonardo também lembra os desafios que a empresa precisa estudar para o próximo ano: “Em todas as assembleias, a categoria relatou a necessidade de implementação de um Plano de Cargos e Salários e do anuênio.

A Cerej precisa se organizar minimamente no próximo ano para atender a esse pleito, sob risco de perder profissionais talentosos e experientes”.

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