Carlos Marighella: o negro baiano que incendiou o mundo

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A história do comunista, poeta e homem solidário que deixou um legado de luta e resistência para o povo brasileiro, pela liberdade e por uma nova sociedade. Ele morreu há exatos 50 anos

Tema de músicas, livros e filmes, Carlos Marighella (1911-1969) nasceu em Salvador (BA) e foi morto a tiros há 50 anos – que foram completados neste 4 de novembro, em São Paulo, por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Político, escritor e guerrilheiro, ele sempre se conectou com o universo cultural, dialogando com escritores (Jorge Amado e Graciliano Ramos), pintores (Cândido Portinari e o espanhol Joan Miró), dramaturgos (Augusto Boal e Dias Gomes) e cineastas (Glauber Rocha, o francês Jean-Luc Godard e o italiano Luchino Visconti). É benquisto por artistas e intelectuais da esquerda. Ao mesmo tempo, Marighella e suas ideias representam uma ameaça para outros tantos.

Marighella escreveu e afirmou várias vezes que “o conformismo é a morte”. Sua trajetória é marcada por uma obstinada luta pela liberdade diante das formas de opressão. Sua conduta cotidiana em defesa dos trabalhadores é uma referência a jamais se conformar diante das adversidades. Nesse sentido, é e sempre será um herói, sem empáfia e com muita ternura, características essenciais que partilhou em sua vida.

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