Apagão de mais de uma semana ainda afeta o Amapá

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A gestão privada é responsável pelo apagão que já dura mais de 8 dias, deixando cerca de 750 mil pessoas sem energia no Amapá. A situação financeira da concessionária espanhola que administra o trecho do chamado “Linhão de Tucuruí” no qual está inserida a subestação sinistrada é caótica e a necessidade urgente de economizar e gerar lucro fez a empresa privada negligenciar aspectos de segurança do sistema. A empresa já vinha trabalhando com um transformador a menos, parado para a manutenção há quase um ano, e além disso, também não possuía equipamento reserva para utilizar em caso de falha dos equipamentos que estavam em operação. Ou seja, operava com um terço da subestação. Detalhe importante a empresa também não tem técnicos nem material para reestabelecer o sistema.

O papel do governo e o silêncio da empresa privada

Ao contrário do que acontece com empresas estatais quando disputam concessões de serviços de energia, não foram previstos pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e os órgãos de controle brasileiros, os equipamentos reservas para esta subestação. Mesmo sendo uma empresa privada a responsável pela atividade, o Ministério de Minas e Energia convocou a Eletrobras Eletronorte para reestabelecer os serviços de energia elétrica no Amapá. Desde o dia do sinistro, vários técnicos foram deslocados para a cidade de Macapá para atender essa emergência. O problema é que estas ações levam tempo para serem resolvidas devido a situação dos equipamentos encontrados na Subestação, sendo necessários o deslocamento de instrumentos e equipamentos enviados de outros estados. No entanto, em nenhum momento o ministro de Minas e Energia do Governo Bolsonaro, almirante Bento Albuquerque, deixou claro para a imprensa nacional que essa situação de calamidade no Estado do Amapá acontece por conta de uma concessionária privada de capital espanhol chamada ISOLUX, que até o momento tenta transparecer que essa situação está ocorrendo por um problema provocado pela natureza, pelo acaso.
Tentam ocultar a (ir)responsabilidade do ente privado para de todas as formas continuar tentando convencer a população brasileira, na contramão mundial de que o serviço essencial e estratégico de energia elétrica precisa passar para a iniciativa privada.

Não à privatização da Eletrobras

Diante do silêncio e da omissão da empresa privada, é a Eletrobras, uma empresa pública e os servidores públicos que a integram, que tentam reestabelecer a energia. É preciso apoiar a luta que está sendo realizada por todos os trabalhadores eletricitários do País contra a privatização das empresas da ELETROBRAS e exigir a apuração e a responsabilização deste crime praticado contra o Estado do Amapá e ao seu povo.

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