Reportagem faz balanço dos 4 anos da privatização da Eletrobras

A Revista Carta Capital fez um balanço dos 4 anos da privatização da Eletrobras no mês de junho. A matéria inicia citando a explosão dos lucros e os ganhos dos dirigentes da empresa, que foi rebatizada de Axia Energia.

Ela também recorda as promessas de investimentos, que até hoje não apareceram, e o custo da energia “estruturalmente mais cara”.

Após fazer um resumo de como ocorreu o nefasto processo de desestatização no Congresso Nacional, em 2022, a matéria lembra que a promessa dos estudos oficiais falava em R$ 14 bilhões anuais em investimentos com a privatização e R$ 56 bilhões em quatro anos, mas que a realidade é bastante distinta: “pouco mais de R$ 10 bilhões em 4 anos”.

Em contrapartida, a Carta Capital enaltece que há quem tenha motivos a comemorar com a privatização: “Os salários da diretoria e dos membros do conselho de administração dispararam. De 2023 até o fim de 2026, o ganho médio dos 11 diretores terá sido de 558 mil reais por mês, conforme documentos da empresa, um gasto total de 295 milhões com eles”.

A matéria ainda lembra o modelo privatizador da Eletrobras, que impediu que o Estado tivesse votos dentro da empresa proporcionais à quantidade de ações. E que o Estado, durante o governo Jair Bolsonaro, “‘inovou’ na predação do setor público, ao criar a figura de um ‘Estado minoritário com direitos restritos’”, citando depoimentos dos economistas Thadeu Rocha e Clarice Ferraz.

A reportagem também explica que o preço da conta da luz hoje é mais alta estruturalmente que quatro anos atrás e que a situação tende a piorar, já que o governo não tem mais “um instrumento poderoso para influenciar o mercado e as tarifas”.

A matéria é assinada pelo repórter André Barrocal e está disponível no site da Carta Capital e através do link: www.cartacapital.com.br/economia/salarios-astronomicos-para-dirigentes-conta-mais-alta-para-o-pais-os-4-anos-de-privatizacao-da-eletrobras/

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