Privatização da Eletrobras pode ser votada nesta terça (18). Entidades convocam mobilização

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O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), afirmou que irá pautar a privatização da Eletrobras, nesta terça-feira, dia 18. Encaminhada pelo Governo Federal ao Congresso, a Medida Provisória 1031 aliena o patrimônio público colocando a soberania energética nacional nas mãos do capital privado.

A Eletrobras é a maior empresa de energia elétrica da América Latina, tendo 47% da transmissão, 31% da geração (95% de energia limpa) e 50% da transformação (subestações) de energia. É pela estatal que passa a maior parte da energia que abastece todos os Estados da Federação pela atuação de suas subsidiárias Furnas, Chesf, Eletronorte, Amazonas GT, CGTEletrosul, Cepel, Itaipu e Eletronuclear.

Segundo dados do Tesouro Nacional, nos últimos 20 anos a Eletrobras pagou mais de R$ 20 bilhões de dividendos à União, além dos dividendos aos demais acionistas. É evidente que a privatização de uma empresa fundamental para o país é fruto de um lobby político de acionistas minoritários e especuladores que visam lucrar com a venda do patrimônio público brasileiro.

Conforme o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), “muitos defensores do projeto chamam a Privatização de Capitalização, mas sabemos que isso é um eufemismo com intuito de enganar o povo e parlamentares de todo o Brasil”. Além disso, o CNE alerta sobre a mentira da falta de capacidade de investimento da Eletrobras, utilizada por seus defensores para justificar a privatização.

“Repetem essa mentira milhares de vezes até que todos se convençam. Só que ignoram os dados financeiros da companhia, que mostram um nível de endividamento quase nulo, receitas expressivas e a capacidade gritante para investir. Se a Eletrobras não está investindo, é uma opção de seus gestores e controladores atuais”, diz o coletivo em nota divulgada dia 13.

A privatização da Eletrobras atinge todas as empresas públicas do setor elétrico brasileiro. No caso da Celesc, a EDP tem considerado a privatização da Eletrobras como o primeiro passo para comprar a estatal catarinense. “Não acreditamos que o grande Estado de Santa Catarina seja uma ilha no Brasil, não acreditamos que o setor elétrico vá todo no caminho da privatização e haja uma ilha que se chama Santa Catarina onde o Estado deterá para sempre sua empresa de eletricidade”, disse o CEO, João Marques da Cruz em teleconferência com investidores realizada na última semana.

Diante deste cenário, a luta pela manutenção da Eletrobras pública depende da grande mobilização de todos os trabalhadores. Nesta terça-feira, as 10 horas, será realizada uma Plenária virtual reunindo todas as Frentes Parlamentares que são contrárias à privatização. Além da plenária, trabalhadores de todas as empresas do Sistema Eletrobras realizarão uma mobilização no início dos trabalhos do Congresso, em repúdio à alienação do patrimônio público brasileiro.

É fundamental a participação de todos os eletricitários, mobilizando a população brasileira contra a venda da maior empresa de energia elétrica da américa latina, patrimônio do povo Brasileiro.

A privatização da Eletrobras atinge todas as empresas públicas do setor elétrico brasileiro. No caso da Celesc, a EDP tem considerado a privatização da Eletrobras como o primeiro passo para comprar a estatal catarinense.

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